MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
A reunião do Executivo Federal do PSOE na segunda-feira - a primeira sem o ex-secretário de Organização Santos Cerdán - terminou às 15h, depois de quatro horas e meia em que Pedro Sánchez esteve reunido com sua liderança.
A reunião teve início às 10h30 e foi marcada pela renúncia de Cerdán após o relatório da Unidade Operacional Central (UCO) da Guardia Civil, que o apontou como responsável pela cobrança de propinas para a concessão de obras públicas.
Durante a reunião, que foi muito mais longa do que o normal, já que normalmente não dura mais do que uma hora e meia, o partido adotou várias medidas para enfrentar essa crise.
Em primeiro lugar, anunciaram a expulsão do ex-ministro e ex-secretário de Organização José Luis Ábalos - implicado na mesma investigação que agora afeta Cerdán - 15 meses depois que o partido abriu um processo de expulsão contra ele.
Eles também concordaram em colocar uma equipe de quatro pessoas no comando da secretaria interina da Organização, até o Comitê Federal em 5 de julho, quando a substituição de Cerdán como o "número três" do partido será oficializada.
A presidente, Cristina Narbona, a gerente do partido, Ana María Fuentes, e os membros do Executivo, Montse Mínguez e Borja Cabezón, estão provisoriamente no comando.
Os socialistas também confirmaram que abrirão uma auditoria externa para descobrir os detalhes das fontes de financiamento do partido, conforme Sánchez anunciou na quinta-feira passada.
Assim que a reunião do Executivo terminar, Sánchez deverá comparecer perante a mídia na sede do partido na Calle Ferraz.
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