Publicado 01/07/2026 10:31

Restrepo critica que a “desobediência civil” de Cepeda seja um “ataque à democracia” na Colômbia

Archivo - Arquivo - 12 de março de 2026, Cali, Valle del Cauca, Colômbia: O candidato à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella (à direita), oficializa sua campanha para as eleições presidenciais ao lado de seu vice, José Manuel Restrepo (à esqu
Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo

MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -

O vice-presidente eleito da Colômbia, José Manuel Restrepo, classificou nesta quarta-feira como um “ataque à democracia” as declarações do ex-candidato Iván Cepeda, nas quais ele incentivou seus eleitores a praticar a “desobediência civil pacífica” contra o próximo governo até que o presidente eleito, Abelardo de la Espriella, entre outras questões, renuncie à sua cidadania norte-americana.

Restrepo criticou nesta quarta-feira, em entrevista à Caracol Radio, como um fato “extremamente grave” a declaração feita por Cepeda na terça-feira, na qual questionou a idoneidade de De la Espriella para exercer o cargo de presidente devido ao conflito de interesses decorrente de possuir outra nacionalidade.

“Isso não havia acontecido na história recente da Colômbia”, destacou Restrepo, que criticou o fato de que esse tipo de declaração venha, além disso, de uma “figura” que foi eleita senador para a próxima legislatura e que “supostamente é um democrata”.

“Alguém poderia dizer que se trata simplesmente de uma birra antidemocrática, ou de um acesso de raiva de quem está em apuros, para tentar manter alguma forma de relevância política. Mas me parece extremamente grave que se coloque a democracia em questão com esse tipo de afirmação”, assinalou o vice-presidente eleito da Colômbia.

Para Restrepo, essa questão da dupla nacionalidade de De la Espriella é “uma discussão bizantina e absurda que já foi totalmente resolvida”, bem como um “sofisma de distração” que só prejudica a democracia do país.

“Não podemos continuar colocando a democracia em dúvida”, afirmou Restrepo, que ressaltou que todas as instâncias judiciais e “todas as análises constitucionais rigorosas” sustentam que não há incompatibilidade.

Cepeda questionou se De la Espriella poderia exercer seu cargo com independência caso possuísse passaporte americano, pedindo-lhe ainda que esclarecesse se, em algum momento, colaborou com agências daquele país, como o FBI ou a DEA, com base em seu papel como advogado de defesa de Alex Saab, suposto testa-de-ferro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, e em suas conhecidas relações com chefes paramilitares colombianos.

“Deve ficar totalmente claro e definido, em primeiro lugar, que De la Espriella renuncie à nacionalidade dos Estados Unidos e esclareça se é ou não colaborador ou membro de agências de segurança americanas”, exigiu Cepeda, que também exigiu que cessasse qualquer tentativa de prender e extraditar o presidente Gustavo Petro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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