Publicado 28/02/2025 06:55

República Dominicana declara as gangues criminosas do Haiti como organizações terroristas

Archivo - Arquivo - Presidente Luis Abinader da República Dominicana
MICHAEL REYNOLDS - POOL VIA CNP / ZUMA PRESS / CON

O presidente do país acusa a comunidade internacional de demonstrar "desinteresse" pela tragédia sofrida pelos haitianos.

MADRID, 28 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente da República Dominicana, Luis Abinader, declarou que as gangues criminosas do Haiti são organizações terroristas, uma medida que busca lidar com a grave situação de segurança no país, uma crise que "continua a se deteriorar".

Em um decreto publicado na quinta-feira, o presidente ordenou a ativação do Conselho Nacional Antiterrorismo e da Diretoria Nacional Antiterrorismo para tratar dessa questão, lamentando que as gangues criminosas haitianas continuem a assumir o controle do território de Porto Príncipe, a capital do país, e de parte do sul do país.

"Eles estão cometendo atos bárbaros e, somente no ano passado, mais de 5.000 pessoas foram mortas", disse ele em um comunicado, antes de acusar a comunidade internacional de demonstrar "desinteresse" pela "tragédia" sofrida pela população haitiana.

O texto detalha que as gangues Delmas 6, 5 Segond, Kraze Barye, 400 Mawozo, Grand Ravine, Taliban/Canaan, Baz Gran Grif/Gang Savien, Kokorat San Ras, Haut Belair/Argentins e Belekou, entre outras, são agora consideradas organizações terroristas.

Isso implica a ativação de medidas de segurança adicionais de acordo com a Lei Dominicana Antiterrorismo e envolve a "perseguição, detenção e julgamento" de todos aqueles que estão listados como membros dessas gangues e decidem entrar na República Dominicana. "As forças de segurança são advertidas a agir com total severidade nesses casos", explicou ele.

"As agências de inteligência e segurança do Estado são instruídas a tomar medidas apropriadas para evitar incursões dos grupos mencionados no território nacional ou contra os interesses dominicanos no exterior", afirma o artigo 3 do decreto.

Abinader enfatizou que, em seu governo, "não haverá tolerância ou consideração por aqueles que ameaçam a segurança e a paz do povo dominicano". Por isso, ele defendeu uma política externa "proativa, com uma visão clara dos interesses nacionais e alinhada com os valores da democracia, da liberdade, do respeito aos direitos humanos e da cooperação entre os povos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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