Publicado 19/06/2025 23:05

Reino Unido vê 'janela' para diplomacia nas duas semanas de Trump para decidir se vai intervir no Irã

O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, cumprimenta o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante reunião na Casa Branca, em Washington, EUA.
DAVID LAMMY EN X

MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, assegurou nesta quinta-feira que há uma janela de "duas semanas para chegar a uma solução diplomática" com Teerã, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu esse prazo para decidir se intervém ou não militarmente na guerra aberta entre Israel e Irã.

"A situação no Oriente Médio continua perigosa. Estamos determinados que o Irã nunca terá armas nucleares", postou o chefe da diplomacia britânica no X depois de se reunir na Casa Branca com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o enviado dos EUA para a região, Steve Witkoff.

"Discutimos como um acordo poderia evitar a escalada do conflito. Há agora uma janela nas próximas duas semanas para se chegar a uma solução diplomática", escreveu Lammy, que se reunirá amanhã com seus colegas da França, Alemanha e União Europeia. "É hora de pôr fim às graves situações no Oriente Médio e evitar uma escalada regional que não beneficiará ninguém", acrescentou.

O próprio Rubio comunicou esta semana seu compromisso de "promover um caminho diplomático que garanta que o Irã nunca desenvolva uma arma nuclear" em uma reunião com o secretário de relações exteriores britânico, seu colega francês Jean-Noël Barrot e a Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas.

O conflito armado direto entre o Irã e Israel teve início nas primeiras horas da manhã de quinta-feira. No domingo da mesma semana, uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano entre representantes de Washington e Teerã estava programada para ocorrer na capital de Omã, Mascate, mas as autoridades iranianas anunciaram seu cancelamento devido aos ataques israelenses.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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