MADRID 26 set. (EUROPA PRESS) -
O governo do Reino Unido anunciou nesta sexta-feira o lançamento de um sistema de identificação digital que os cidadãos e residentes terão que apresentar para procedimentos básicos como a obtenção de um emprego, com o objetivo final de combater a imigração irregular.
O primeiro-ministro, Keir Starmer, descreveu esse novo mecanismo como uma "grande oportunidade", pois "dificultará o trabalho ilegal" e "tornará as fronteiras mais seguras", enquanto os cidadãos britânicos ou estrangeiros em situação legal poderão acessar serviços básicos "mais rapidamente".
"Sei que os trabalhadores estão preocupados com o nível de migração ilegal neste país. Uma fronteira segura e uma migração gerenciada são demandas razoáveis e este governo ouve e responde", disse Starmer em um comunicado, novamente apelando para as mensagens que ele disse estar buscando "mudança" e não "divisão".
Com esse novo documento, os cidadãos terão em um dispositivo eletrônico uma prova legal não apenas de seus dados de identidade mais básicos, mas também de seu status de residência, embora o governo ainda não tenha esclarecido como ele pode ser adaptado para pessoas que não têm um smartphone.
A líder da oposição, a conservadora Kemi Badenoch, vê esse anúncio como um "truque desesperado" do governo para desviar a atenção da chegada constante de migrantes pelo Canal da Mancha e, embora tenha dito que "há argumentos a favor e contra" esse novo método de identificação, ela afirmou que os conservadores se oporão a qualquer sistema que seja "obrigatório".
Por outro lado, o Executivo sustenta que ele é prático e seguro e, em seu comunicado, fez alusão a outros países onde ele já foi aplicado com sucesso. Ele espera que, com o tempo, também possa acelerar os procedimentos relacionados a serviços sociais ou carteiras de motorista, entre outros.
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