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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira uma nova rodada de sanções contra a “frota fantasma” da Rússia, que afetará cerca de vinte navios e punirá as companhias marítimas que abastecem esses petroleiros com os quais Moscou busca contornar as sanções contra o comércio de petróleo bruto.
Em um comunicado, o governo de Keir Starmer destacou que o novo pacote de sanções tem como objetivo “sufocar o esforço bélico da Rússia em múltiplas frentes”. “As novas medidas visam diretamente a frota fantasma ilegal da Rússia e as redes financeiras utilizadas para contornar as sanções ocidentais e apoiar a aquisição de material militar”, afirmou.
Especificamente, aumenta a pressão contra mais de 20 petroleiros e estreita o cerco sobre aqueles que supostamente facilitam o comércio ilícito de petróleo russo com medidas contra seguradoras marítimas e outros prestadores de serviços de transporte marítimo.
Londres sancionará vários navios de gás natural liquefeito (GNL) adquiridos recentemente pela Rússia para atender ao projeto Arctic LNG 2, já sancionado.
Com essa medida, o país já mantém restrições contra mais de 600 navios da frota fantasma e embarcações russas de GNL, além de impor sanções a entidades que facilitem a venda de petroleiros.
Segundo as autoridades britânicas, o terminal Arctic LNG 2 exportou apenas 1,3 milhão de toneladas de GNL, apesar de ter uma capacidade superior a 13,5 milhões de toneladas anuais.
AQUISIÇÃO DE TECNOLOGIA MILITAR
As medidas também punem uma empresa supostamente ligada à Inteligência Militar Russa (GRU) que participa da aquisição dissimulada de tecnologia ocidental para as forças armadas russas.
Assim, as sanções afetam três empresas e dez oficiais do GRU suspeitos de obter tecnologia militar de que a Rússia necessita urgentemente para suas ações bélicas na Ucrânia.
Da mesma forma, punem fornecedores de países terceiros que fornecem equipamentos militares críticos à Rússia, mas estão localizados na China, Tailândia e Turquia. Várias organizações que ajudam a Rússia a contornar as sanções financeiras, incluindo uma entidade na Nigéria, também foram incluídas nas medidas britânicas.
A nova rodada de sanções ocorre no momento em que Starmer participa da reunião dos líderes do G7 em Évian, na França, onde, justamente, os líderes europeus do bloco buscam atrair o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que retome o processo de negociações entre a Ucrânia e a Rússia com o objetivo de pôr fim à guerra ordenada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
"Essas sanções visam os navios, o dinheiro e os atores que sustentam a economia de guerra da Rússia e que, por sua vez, ameaçam a segurança europeia", afirmou o primeiro-ministro britânico, que destacou o trabalho em conjunto com os aliados do G7 para “aumentar a pressão sobre Putin e seu círculo de colaboradores até que a máquina de guerra russa seja parada”.
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