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MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Reino Unido anunciaram nesta segunda-feira sanções contra sete pessoas e duas entidades russas pelo desenvolvimento de agentes químicos usados contra o opositor russo Alexei Navalni, que morreu em uma prisão na Sibéria em fevereiro de 2024.
Em um comunicado, o governo britânico informou que está impondo medidas contra “atores russos envolvidos na pesquisa, no desenvolvimento e na produção de agentes nervosos letais”, como o agente Novichok e a toxina mortal epibatidina, encontrada nos restos mortais de Navalny e de Dawn Sturgess, policial britânica que faleceu em 2018 em Salisbury em conexão com o envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e de sua filha Yulia.
No total, Londres aponta sete pessoas e dois importantes institutos de pesquisa científica envolvidos “no programa russo de armas químicas, que é bárbaro, não declarado e ilegal”, em uma medida que se insere na preparação para a cúpula de líderes da OTAN em Ancara, na qual se espera reforçar a pressão contra Moscou.
“O Reino Unido continua denunciando e tentando dissuadir o uso bárbaro de armas químicas pela Rússia, tanto dentro quanto fora do campo de batalha”, denunciou o governo britânico.
“O uso reiterado de armas químicas pela Rússia constitui uma violação repugnante do Direito Internacional e uma ameaça direta à segurança mundial. A Rússia continua recorrendo a meios bárbaros para causar morte e sofrimento a civis inocentes, inclusive na Ucrânia”, denunciou, por sua vez, a ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper.
Essa medida ocorre depois que a União Europeia aprovou, na última sexta-feira, sanções contra seis pesquisadores e cientistas, todos de nacionalidade russa, que estão ligados ao envenenamento e à morte subsequente de Navalny, por estarem envolvidos no desenvolvimento da toxina que causou sua morte.
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