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MADRID 4 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Reino Unido e da França anunciaram nesta sexta-feira que Omã concordou em trabalhar em conjunto com ambos os países para garantir a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, de acordo com uma declaração conjunta assinada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
De acordo com o comunicado, divulgado pelo governo britânico, o sultanato de Omã colaborará com Londres e Paris para garantir a navegação nas águas territoriais sob sua soberania.
O mesmo documento reflete também a disposição do Reino Unido e da França de promover uma missão internacional destinada a apoiar a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Ambos os governos concordaram em apontar essa rota marítima como um ponto estratégico para a economia global; portanto, garantir uma passagem segura para embarcações de qualquer tipo representa uma questão de interesse internacional.
Anteriormente, as autoridades iranianas anunciaram a implementação de um novo marco jurídico para regulamentar a navegação nessa zona, um processo que, segundo indicaram, seria desenvolvido em coordenação com Omã, outro dos Estados ribeirinhos.
Por sua vez, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que, embora durante anos o estreito tenha permanecido aberto ao tráfego internacional, a situação mudou após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã; por isso — em sua opinião — o cenário em Ormuz não voltará a ser o mesmo.
O Irã também havia anunciado sua intenção de cobrar taxas pelos serviços relacionados à segurança do tráfego marítimo. No entanto, após a aprovação do memorando com os Estados Unidos no último dia 18 de junho, Teerã se comprometeu a não cobrar pedágios dos navios que atravessarem o estreito por um período de 60 dias.
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