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MADRID 6 set. (EUROPA PRESS) -
Desde o início da invasão da Ucrânia, o governo russo aumentou seus sistemas e programas de doutrinação, incluindo as Sessões Universitárias, para as quais já atraiu cerca de 50 mil crianças ucranianas das áreas ocupadas, de acordo com estimativas da inteligência britânica.
O programa está sendo executado desde 2022 e mais de cem universidades aderiram. Os estudantes recebem o que o Kremlin chama de "educação patriótica", que na prática envolve a disseminação de mensagens anti-ucranianas e elogios à Rússia, em especial às suas forças armadas.
A inteligência britânica denunciou essa "educação política forçada", na qual organizações juvenis ligadas ao ministério da defesa russo e ao próprio Kremlin também estão tentando ensinar habilidades militares às crianças ucranianas, de acordo com um relatório divulgado pelo governo britânico no sábado.
Um dos objetivos de Moscou é conter o "extremismo", um termo sob o qual as autoridades russas justificaram a perseguição de qualquer possível crítica à ofensiva militar no país vizinho. De fato, um manual do Ministério da Educação lista como um possível sinal de extremismo o uso do slogan "Glória à Ucrânia", usado recorrentemente como uma resposta simbólica à invasão.
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