Europa Press/Contacto/Vasily Krestyaninov
MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Reino Unido convocaram nesta quinta-feira o encarregado de negócios da Embaixada da Rússia no país para protestar e condenar o recente incidente ocorrido no aeroporto de Leipzig, localizado no leste da Alemanha, onde foram encontrados vários drones com material explosivo.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico indicou em um comunicado que Londres “manifesta sua total solidariedade com a Alemanha” diante desses “atos temerários e gravíssimos perpetrados pela Rússia”, que foi acusada pelas autoridades alemãs de estar por trás do que muitos classificaram como uma “tentativa fracassada de atentado”.
“O compromisso do Reino Unido em defender os aliados da OTAN e apoiar a Ucrânia é inabalável, e qualquer tentativa da Rússia de destruir essa unidade será simplesmente fútil. Isso demonstra um padrão claro de tentativas por parte do Estado russo de minar a segurança coletiva”, afirmou o porta-voz, conforme consta no texto.
Nesse sentido, ele esclareceu que essa é a razão pela qual “foi decidido convocar o encarregado de negócios para condenar o ataque da forma mais contundente”, ao mesmo tempo em que ressaltou que o Reino Unido “continuará denunciando qualquer tipo de atividade hostil por parte da Rússia, em qualquer nível”.
Ainda nesta semana, o ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, afirmou em coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, que as investigações realizadas pelas autoridades revelaram que o padrão do ataque, incluindo também os componentes dos dispositivos e a tecnologia utilizada para sua detonação, é compatível com os métodos empregados por Moscou para perpetrar ataques no contexto da guerra na Ucrânia.
Em resposta, o governo da Rússia instou Berlim a apresentar “provas” que demonstrem seu envolvimento no incidente, uma linha também defendida pelo presidente russo, Vladimir Putin, que chegou a apontar motivos eleitorais por parte das autoridades alemãs, as quais acusou diretamente de fabricar provas para implicar Moscou.
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