Publicado 22/06/2025 09:51

Reino Unido confirma que os EUA vazaram o ataque ao Irã, mas descarta qualquer envolvimento

16 de junho de 2025, Canadá, Kananaskis: O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, chega para uma cúpula sobre segurança na cúpula dos líderes do G7 em Kananaskis. Foto: Suzanne Plunkett/PA Wire/dpa
Suzanne Plunkett/PA Wire/dpa

MADRID 22 jun. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, confirmou que o governo dos Estados Unidos informou às autoridades britânicas sobre os ataques que lançaria neste domingo contra as instalações nucleares do Irã, embora Londres tenha deixado claro que não colaborou militarmente com esses bombardeios.

Starmer indicou que Washington deu um "aviso" antes de lançar suas operações, o que permitiu que o Reino Unido tomasse medidas adicionais para garantir a proteção de todos os seus interesses na região, incluindo seus ativos militares.

O ministro britânico das Relações Exteriores, David Lammy, disse que "o Reino Unido não estava envolvido nesses ataques", depois que a colaboração militar com os EUA ficou evidente em outras ofensivas recentes, como a lançada no Iêmen contra os rebeldes Houthi.

Tanto Starmer quanto Lammy enquadram os bombardeios dos EUA como parte da necessidade de "aliviar" a ameaça representada pelo Irã e, em particular, por sua indústria atômica. O primeiro-ministro insistiu que Teerã "nunca deve ter uma arma nuclear", de acordo com a BBC.

Perguntado se o Reino Unido estaria disposto a se envolver diretamente no conflito se os EUA invocassem o Artigo 5 da OTAN, que consagra a defesa mútua dos aliados, Starmer preferiu não "especular".

"Quero garantir ao público que tomamos todas as medidas necessárias para proteger os interesses do Reino Unido, seu pessoal e que trabalharemos com os aliados para proteger seus interesses também", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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