MICHAEL KAPPELER/DPA - Arquivo
MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades britânicas concederam asilo político a Tony Chung, um ativista de Hong Kong de 24 anos que se tornou a primeira pessoa a ser presa na Região Administrativa Especial da China sob a nova lei de segurança nacional por pedir a independência do território.
A informação foi confirmada pelo próprio ativista, que disse ter recebido uma carta do governo britânico informando-o de que havia recebido asilo "como refugiado" porque corre o risco de ser "perseguido" e, portanto, não pode retornar ao seu território de origem.
Londres lhe concedeu uma permissão de residência de cinco anos, após a qual ele terá que solicitar uma permissão permanente. Enquanto isso, o governo de Hong Kong emitiu uma declaração pedindo a países terceiros que "parem imediatamente de interferir em seus assuntos internos", que são "basicamente assuntos chineses", como afirma o documento.
"Todas as prisões e condenações são baseadas em provas e fatos e buscam pôr fim aos atos criminosos", disse, referindo-se a uma lei controversa que entrou em vigor há cinco anos e que os críticos denunciam como uma ferramenta para silenciar dissidentes e opositores.
Chung foi condenado em 2021 a três anos de prisão por secessão quando tinha apenas 20 anos de idade. Em 2023, ele fugiu para o Reino Unido, onde pediu asilo ao chegar, acreditando que ainda estava sendo perseguido apesar de ter cumprido sua sentença - encurtada por bom comportamento.
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