Europa Press/Contacto/Thomas Krych
MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo do Reino Unido anunciou na noite desta terça-feira que autoriza suas Forças Armadas a abordar os navios da chamada “frota fantasma” russa — empregada pelo Kremlin para contornar as sanções internacionais — que navegam em águas do Reino Unido, como uma medida para “intensificar a pressão” contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
“Putin está esfregando as mãos diante da guerra no Oriente Médio porque acredita que os preços mais altos do petróleo lhe permitirão enriquecer. É por isso que estamos perseguindo sua frota clandestina com mais afinco, não apenas para manter o Reino Unido a salvo, mas também para privar a máquina de guerra de Putin dos lucros ilícitos que financiam sua campanha bárbara na Ucrânia”, declarou o primeiro-ministro, Keir Starmer, em um comunicado divulgado por seu gabinete.
Essa autorização, que permitirá às Forças Armadas do Reino Unido interceptar embarcações que tenham sido sancionadas por esse mesmo país europeu e que transitem por águas britânicas, chega logo após a Marinha Real Britânica ter prestado apoio aos aliados, com o objetivo de colaborar em tarefas de vigilância e rastreamento de navios da “frota fantasma” e facilitar sua interceptação em águas europeias e do Mediterrâneo.
Concretamente, o Reino Unido, juntamente com seus aliados, impôs sanções a 544 navios da “frota fantasma russa”, uma “frota precária e envelhecida” que transporta 75% do petróleo bruto russo.
Conforme esclareceu o governo do país, cada navio alvo “será avaliado individualmente por especialistas das forças de segurança, do Exército e do mercado energético antes que seja feita uma recomendação aos ministros e realizada uma operação”. Posteriormente, após a apreensão de um navio, poderão ser iniciados processos penais contra os proprietários, os operadores e a tripulação por infringirem a legislação britânica em matéria de sanções.
Por fim, o número 10 de Downing Street defendeu uma maior coordenação na apreensão de navios da frota fantasma, o que, segundo o Executivo britânico, “reforça ainda mais” seu compromisso com a região, dissuadindo as “atividades hostis da Rússia”.
Dessa forma, o Reino Unido dá início a uma política semelhante à de alguns de seus aliados na Força Expedicionária Conjunta (JEF), como Finlândia, Suécia ou Estônia, que já realizaram operações recentes contra navios suspeitos de pertencer à “frota fantasma” no Báltico, fechando rotas marítimas “críticas” para as operações da Rússia.
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