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MADRID 28 mar. (EUROPA PRESS) -
Os serviços de inteligência do Reino Unido indicaram nesta sexta-feira que as recentes interrupções no aplicativo de mensagens Telegram e as restrições aos serviços de internet em dispositivos móveis na Rússia refletem “o papel crescente da infraestrutura digital” na política de segurança do país.
Embora as autoridades russas tenham justificado esses cortes como medidas de segurança no contexto de sua invasão da Ucrânia, “os observadores situam as interrupções dentro de um padrão mais amplo de regulamentação estatal do ambiente de informação online”, detalhou a Inteligência britânica por meio de um relatório compartilhado nas redes sociais.
Nesse sentido, ela apontou que “restringir o acesso à plataforma pode retardar a difusão de narrativas não oficiais e críticas à política governamental”, uma vez que o Telegram se tornou um canal “importante” para jornalistas, blogueiros e comentaristas políticos que divulgam informações fora da mídia tradicional.
Segundo o relatório, as autoridades russas reconheceram que as interrupções no serviço do Telegram são “intencionais”. De fato, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, declarou que tais medidas são adotadas “para garantir a segurança pública” e podem permanecer em vigor enquanto persistirem as preocupações de segurança.
Esses supostos riscos à segurança devem-se ao fato de que as plataformas de mensagens criptografadas — como é o caso do Telegram — podem ser utilizadas “para coordenar sabotagens ou ataques com drones”, pelo que as interrupções no serviço visam conter comunicações hostis e proteger a infraestrutura civil, segundo as autoridades russas.
CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS DECORRENTES DOS CORTES NO TELEGRAM
Além da restrição ao acesso a informações não oficiais, a Inteligência britânica apontou que os cortes nos serviços de internet móvel tiveram consequências econômicas em cidades como Moscou, onde foram afetados os sistemas de pagamento, os serviços de navegação e os aplicativos de transporte “que dependem de conectividade constante”.
“As empresas que dependem de serviços digitais relataram perdas financeiras durante os bloqueios, o que destaca o impacto social mais amplo das restrições nas redes móveis”, conclui o relatório.
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