Europa Press/Contacto/Omar Ashtawy
MADRID 9 ago. (EUROPA PRESS) -
Os ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, Alemanha, Itália, Austrália e Nova Zelândia declararam sua rejeição ao plano israelense de ocupar a Cidade de Gaza aprovado nesta sexta-feira pelo governo hebreu, considerando-o contrário ao direito internacional e uma piora na situação dos habitantes do enclave palestino.
"Essa operação agravará a catastrófica situação humanitária, colocará em perigo a vida dos reféns e aumentará o risco de deslocamento em massa de civis. Os planos anunciados pelo governo israelense podem violar a lei humanitária internacional. Qualquer tentativa de anexação ou expansão de assentamentos viola o direito internacional", diz a nota.
Os países pediram à comunidade internacional que faça "todo o possível" para buscar uma solução para o conflito, incluindo um cessar-fogo "imediato e permanente" e ajuda humanitária "maciça, imediata e desimpedida" para a Faixa de Gaza, onde, segundo eles, está ocorrendo "o pior cenário possível de fome".
"Pedimos ao governo de Israel que encontre urgentemente soluções para alterar seu recente sistema de registro para organizações humanitárias internacionais, a fim de garantir que esses agentes humanitários vitais possam retomar seu trabalho essencial, de acordo com os princípios humanitários, para alcançar a população civil necessitada em Gaza. Sua exclusão seria um sinal flagrante", afirmam as autoridades do Ministério das Relações Exteriores na carta conjunta.
Eles também disseram que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) deve libertar os reféns israelenses "sem mais atrasos ou pré-condições" e que eles devem ser tratados "humanamente", sem serem submetidos a "crueldade e humilhação".
As nações signatárias disseram que estavam comprometidas com a solução de dois estados como "a única maneira de garantir que israelenses e palestinos possam viver lado a lado em paz, segurança e dignidade", uma proposta na qual o Hamas deve ser excluído "de qualquer forma de governo" e a Autoridade Palestina desempenharia um "papel central".
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