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MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Reino Unido, da Alemanha e da França condenaram nesta quarta-feira o “assédio” da China nas águas a leste de Taiwan e manifestaram sua “preocupação” com as recentes “operações especiais para fazer cumprir a legislação marítima” chinesa na região.
Em um comunicado conjunto, os escritórios dos três países em território taiwanês — que funcionam como representações diplomáticas “de fato” — alertaram que esse comportamento representa uma “ameaça à estabilidade” na região e afirmaram ter observado a “atividade incomum da China”.
“Essas ações ameaçam a estabilidade regional, a liberdade de navegação e a segurança do transporte marítimo internacional”, afirma o texto, que manifesta oposição a “qualquer alteração unilateral do ‘statu quo’, especialmente por meio de ameaças, uso da força ou coação”.
Assim, eles enfatizaram que “é fundamental que todos os direitos e liberdades de navegação, bem como a segurança dos marinheiros e das embarcações, sejam garantidos e respeitados”, embora não tenham explicado a que se referem ao abordar as atividades chinesas nessas águas.
As relações entre Pequim e Taipé foram suspensas em 1949, depois que as forças do partido nacionalista chinês Kuomintang, liderado por Chiang Kai Shek, sofreram uma derrota na guerra civil contra o Partido Comunista da China e se transferiram para a ilha de Taiwan.
Os laços entre Taiwan e a China continental só foram restabelecidos em nível empresarial e informal no final da década de 1980. A China considera Taiwan como sua província rebelde, apesar de a ilha ter declarado sua independência e contar com o apoio do governo dos Estados Unidos e da União Europeia.
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