MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O serviço de inteligência do Reino Unido garantiu nesta quinta-feira que o Grupo Wagner continua operando de forma "independente" em países como a República Centro-Africana e Belarus, apesar de a Rússia ter substituído os mercenários da organização por seus próprios militares em outros países, como o Mali.
"Apesar de o Ministério da Defesa russo ter substituído o Grupo Wagner na Síria no final de 2023, na Líbia no início de 2024 e agora no Mali, o Wagner continua a operar na República Centro-Africana e na Bielorrússia, onde cerca de 2.000 e 300 funcionários do Wagner provavelmente estarão posicionados, respectivamente", disse a inteligência britânica em um comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa.
Ele enfatizou que o Grupo Wagner foi "completamente substituído" no Mali pelo Corpo Africano do Ministério da Defesa da Rússia, conhecido como Corpo Africano, uma unidade que está assumindo as operações anteriormente realizadas pelo Grupo Wagner no continente.
A esse respeito, ele estimou que o Africa Corps tem aproximadamente 2.000 soldados em território malinês - em oposição aos 2.500 membros do Wagner Group que estavam lá anteriormente. Além disso, cerca de 100 peças de equipamento de combate, como tanques de batalha, lançadores de foguetes e bombardeiros, entre outros, estão posicionados. "Isso aumentou consideravelmente o poder de fogo das forças russas no país", acrescentou.
A inteligência britânica explicou que a organização, que operou em grande parte da frente russa contra a Ucrânia e usou cerca de 50.000 prisioneiros em prisões russas para lutar contra o exército ucraniano, tornou-se "uma das principais ameaças à segurança do regime russo" em 2023.
Ele lembrou que o grupo avançou em direção a Moscou durante uma "tentativa de motim em 2023". Desde então, o Ministério da Defesa da Rússia tem procurado "centralizar o controle das implantações de segurança russas no exterior para reduzir a ameaça potencial que as empresas militares privadas independentes podem representar para o país".
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