MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
O rei Juan Carlos recusou que o general Alfonso Armada, segundo chefe do Estado-Maior do Exército, comparecesse ao Palácio da Zarzuela nos minutos após o assalto ao Congresso pelo tenente-coronel Tejero. Isso consta em um documento do CNI (Serviço Nacional de Informações) desclassificado pelo Ministério da Defesa nesta quarta-feira sobre o golpe de Estado de 23 de fevereiro. Intitulado “Relato dos acontecimentos dos dias 23 e 24 de fevereiro”. “Entre as 18h30 e as 19h, o rei recebe uma ligação do general Armada, que pretendia se incorporar ao Palácio da Zarzuela, enquanto o tenente-general Gabeiras permanecia no EME (Estado-Maior do Exército). Sua Majestade responde que não, que ele continue em seu posto”, revela o documento, centrado em uma descrição dos acontecimentos de 23 e 24 de fevereiro de 1981 “conforme foram conhecidos no Palácio da Zarzuela”.
CHEFE DA ARMADA: “ISTO MUDANÇA COMPLETAMENTE A SITUAÇÃO” O rei ouviu ao vivo pelo rádio como o Congresso foi invadido às 18h22. O secretário-geral, Sabino Fernández Campos, verifica imediatamente que o rei está a par dos acontecimentos e iniciam-se os contactos telefónicos para conhecer a situação. Por volta das sete da tarde, Fernández Campo fala com o general Juste, chefe da Divisão Blindada, que pergunta insistentemente se o general Armada se encontrava no Palácio da Zarzuela. “(Ele estava mais interessado em saber essa notícia do que em informar sobre a situação da Divisão)”, indica o documento. Fernández Campo responde que “o general Armada não está de forma alguma em Zarzuela”, ao que o general Juste responde: “Isso muda totalmente a situação”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático