MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -
O rei Felipe VI será o encarregado de falar em nome da Espanha nesta quarta-feira perante a Assembleia Geral da ONU, em um discurso no qual se espera que defenda com firmeza o multilateralismo em um momento em que este é cada vez mais questionado, e no qual também abordará conflitos como os de Gaza e da Ucrânia.
O governo justificou o fato de que é o monarca que falará nesta ocasião, a primeira vez que o faz desde que Pedro Sánchez chegou ao Palácio Moncloa em 2018, devido ao fato de que são 80 anos desde a criação das Nações Unidas e 70 anos desde que a Espanha se juntou à organização.
Em Moncloa, eles argumentam que a ocasião merecia uma representação espanhola no mais alto nível, daí a presença do chefe de Estado. Além disso, sua presença é uma prova do firme compromisso da Espanha com o multilateralismo e com uma ordem mundial baseada em regras, em um momento em que essas regras estão sendo questionadas em várias frentes.
O Rei já se referiu a essa questão em suas primeiras palavras em Nova York. Durante a recepção à comunidade espanhola na segunda-feira, ele defendeu a necessidade de cumprir a Carta das Nações Unidas se houver uma "vontade clara e honesta de avançar" e não se deixar levar por "interesses excludentes, esquecimentos, frustrações e retrocessos".
"É sempre uma data importante, mas desta vez, e com um aniversário tão redondo, está sendo realizada em um momento de enorme importância para a diplomacia multilateral; um momento crucial que não permite hesitações e que exige de todos uma cooperação firme, solidária e eficaz", disse.
Espera-se também que ele faça referência aos grandes desafios atuais enfrentados pela comunidade internacional, como o conflito em Gaza ou a invasão russa na Ucrânia, questões que ele já abordou em alguns de seus discursos públicos nos últimos anos.
TERCEIRO DISCURSO NA ASSEMBLÉIA
No entanto, esse não será o primeiro discurso de Felipe VI na tribuna da Assembleia Geral. O rei falou em nome da Espanha em 2014, apenas três meses após sua coroação, e novamente em 2016. Em 2015, ele também subiu ao pódio, mas foi para discursar na Cúpula de Desenvolvimento Sustentável.
Com seu discurso na quarta-feira, Don Felipe igualará seu pai, Juan Carlos I, que discursou na Assembleia Geral em três ocasiões durante seu reinado, em 1986 - ano em que a Espanha aderiu à UE -, em 1991 e pela última vez em 2005, por ocasião de sua 60ª edição.
O Rei participou da abertura da Assembleia Geral na terça-feira, acompanhado pelo Presidente do Governo, e ouviu os discursos do Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Como chefe da delegação espanhola, ele participará da recepção organizada todos os anos pelo presidente dos EUA para os chefes de Estado e de governo que viajam a Nova York para a Assembleia Geral.
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