Publicado 04/05/2026 09:52

O Rei defende que se apoie, “com visão de Estado”, os cientistas em seu trabalho a serviço da sociedade

O presidente da Generalitat, Salvador Illa; o rei Felipe VI e a ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant, na foto de grupo dos Prêmios Nacionais de Pesquisa 2025 no Palau de Pedralbes, em Barcelona.
DAVID ZORRAKINO-EUROPA PRESS

Entrega dos Prêmios Nacionais de Pesquisa 2025 em Barcelona

BARCELONA, 4 maio (EUROPA PRESS) -

O Rei Felipe VI defendeu nesta segunda-feira a necessidade de impulsionar, apoiar e incentivar “com visão de Estado” os cientistas em seu trabalho a serviço da sociedade, afirmou em seu discurso de encerramento na cerimônia de entrega dos Prêmios Nacionais de Pesquisa 2025, realizada em Barcelona.

A cerimônia, realizada no Palau de Pedralbes, contou com a presença do presidente da Generalitat, Salvador Illa; do prefeito de Barcelona, Jaume Collboni; da ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant; do delegado do Governo na Catalunha, Carlos Prieto; e da secretária de Pesquisa e Universidades, Núria Montserrat, entre outros.

O monarca destacou que pesquisar é, acima de tudo, uma forma de olhar: “Olhar com curiosidade, com rigor e com liberdade. É adentrar-se no desconhecido com a convicção e a humildade de saber que cada pergunta abre um caminho e, cada resposta, por sua vez, novas perguntas”.

Ele destacou que Barcelona é “uma cidade de referência na Espanha e na Europa, onde a ciência, a cultura e a indústria dialogam entre si com uma clara vocação internacional”, e valorizou a figura do catalão Narcís Monturiol, que no século XIX projetou o primeiro submarino moderno e cujo nome agora dá nome a um dos submarinos da Marinha espanhola.

O VALOR DA PESQUISA

O Rei afirmou também que, no passado, a ciência espanhola “resistiu mais do que avançou”, mas que, nas últimas décadas, cresceu e se consolidou um amplo consenso social quanto ao valor da pesquisa e da inovação.

“É um momento de profundas transformações que afetam a segurança, a energia, a saúde, o meio ambiente, a tecnologia e a própria organização de nossas sociedades. Precisamos saber mais e melhor, e cada vez podemos fazê-lo mais rapidamente, o que também traz seus desafios”, acrescentou.

Sobre os premiados, ele destacou a amplitude de seus conhecimentos — desde a biologia molecular até a engenharia aplicada — e afirmou que seu talento se baseia em “duas grandes aspirações”, que são compreender melhor e servir melhor à sociedade.

OS PREMIADOS

Os Prêmios Nacionais de Pesquisa 2025 foram concedidos a Andrés Aguilera (Biologia), María Pau Ginebra (Engenharia e Arquitetura), Ignacio de la Torre (Ciências Humanas), Josep Dalmau (Medicina e Ciências da Saúde), Ana María Traveset (Ciências e Tecnologias dos Recursos Naturais), Juan García-Bellido (Ciências Físicas dos Materiais e da Terra), María del Carme Rovira (Ciência e Tecnologia Químicas), Maria Soledad Martín (Transferência de Conhecimento), Nuria María Oliver (Matemática e Tecnologias da Informação e das Comunicações) e Montserrat Guillen (Direito e Ciências Econômicas e Sociais).

Os Prêmios Nacionais de Pesquisa para Jovens, por sua vez, foram concedidos a Arnau Sebé (Biologia), Serí Abadal (Engenharia e Arquitetura), Marta Sánchez de la Torre (Ciências Humanas), Melissa García (Medicina e Ciências da Saúde), Marcos Fernández (Ciências e Tecnologias dos Recursos Naturais), María José Martínez (Ciências Físicas dos Materiais e da Terra), Jesús Campos (Ciência e Tecnologia Química), Fernando Manuel Moreno (Transferência de Conhecimento), Jezabel Curbelo (Matemática e Tecnologias da Informação e das Comunicações) e Enrique Hernández (Direito e Ciências Econômicas e Sociais).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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