A. Pérez Meca - Europa Press
MADRID, 1 ago. (EUROPA PRESS) -
A Casa Real informou neste sábado que Felipe VI acompanhou com “grande preocupação e indignação” os acontecimentos ocorridos nos últimos dias em Ceuta e, em menor medida, em Melilla, e ressaltou que “o Estado deve zelar pela segurança da população e evitar que esses fatos, que além disso resultaram em uma triste e trágica perda de dezenas de vidas, voltem a se repetir”.
Segundo informações divulgadas pelo Palácio de La Zarzuela, o chefe de Estado “considera necessário adotar todas as medidas que transmitam de forma unida, clara e determinada” à população de ambas as cidades “o apoio e o carinho do resto da Espanha”.
As mesmas fontes explicaram que o Rei mantém contato desde a última quinta-feira tanto com o presidente do Governo, Pedro Sánchez, quanto com o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, que neste sábado viajou para Ceuta.
Felipe VI também mantém contato com os presidentes das duas cidades autônomas, Juan Jesús Vivas e Juan José Imbroda, para quem ligou na noite de quinta-feira e na manhã de sexta-feira, respectivamente, e a quem transmitiu “palavras de ânimo e firmeza”.
OS MINISTROS DO INTERIOR DA UE SE REUNIRÃO NA TERÇA-FEIRA
A mensagem do Rei chega no mesmo dia em que foi confirmado que os ministros do Interior da União Europeia se reunirão na próxima terça-feira por videoconferência para discutir a evolução da crise, depois que tanto Sánchez quanto os líderes de outros 22 Estados-membros solicitaram a convocação urgente de uma reunião extraordinária.
“Na qualidade de Presidência do Conselho, a Irlanda convocará na terça-feira uma reunião do Conselho de Justiça e Assuntos Internos, presidida por Jim O’Callaghan, para debater a evolução da situação em Ceuta”, anunciou o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.
Horas antes, Sánchez havia transmitido por carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sua “séria preocupação” com a reação de alguns governos europeus, depois que países como Itália, Suécia ou Dinamarca chegaram a exigir a suspensão temporária da Espanha do Espaço Schengen ou propuseram restabelecer os controles de fronteira.
O chefe do Executivo qualificou essa resposta de “assimétrica”, considerando-a baseada em “preconceitos, notícias falsas, ignorância ou interesses políticos” e contrária ao Direito europeu e aos princípios de solidariedade comunitária.
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