Eduardo Manzana - Europa Press
MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Juventude e da Infância, Sira Rego, afirmou que "não há nenhum sinal" de rompimento do governo de coalizão após a crise que eclodiu na semana passada por causa de um contrato do Interior para a compra de munição de uma empresa em Israel, e saudou a rescisão do contrato como um passo muito importante para "não dar um único euro" ao Estado hebreu.
"Acredito que não há nenhum sinal de ruptura do governo", respondeu a líder da IU quando perguntada em uma entrevista ao programa 'Las mañanas' da RNE, noticiada pela Europa Press, se ela considerava resolvido o conflito entre os dois parceiros do governo sobre um contrato para a compra de balas da empresa israelense MI Systems.
Para Rego, o cancelamento unilateral do contrato significou "um passo em direção à resolução" do conflito dentro do governo. Sobre esse ponto, ele pediu para continuar trabalhando e garantindo "que nenhum euro de dinheiro público seja destinado à compra e venda de armas para Israel".
O Ministro da Juventude e da Infância destacou o trabalho que Sumar está fazendo no governo, defendendo a agenda social, que "é a principal razão" pela qual ele está no governo. "Estamos posicionando o impulso para a agenda social e o impulso para a agenda de direitos e respeito ao direito internacional. Acho que está muito claro qual é o nosso trabalho, está muito claro quais elementos estamos defendendo", acrescentou.
Ele deu como exemplo o fato de que nesta terça-feira a redução da jornada de trabalho será levada ao Conselho de Ministros, o que, em sua opinião, "é um marco bastante importante" que afetará 12 milhões de trabalhadores em nosso país, e sem a redução do salário.
As declarações de Rego ocorrem dias depois de o governo ter concordado em rescindir unilateralmente o contrato do Ministério do Interior para a compra de munição de uma empresa israelense, após o conflito entre os dois parceiros do Executivo sobre um contrato do ministério chefiado por Fernando Grande-Marlaska.
Esse contrato provocou um forte confronto na coalizão, especialmente no caso da IU, que convocou uma reunião dos partidos da Sumar e aludiu que todos os cenários estavam abertos, inclusive a saída do Executivo, caso o Ministro do Interior não corrigisse a situação. De fato, o partido chegou ao ponto de sugerir que Marlaska deveria renunciar se ele não conseguisse abolir a situação.
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