MIRANDA DE EBRO (BURGOS), 12 (EUROPA PRESS)
A ministra da Igualdade, Ana Redondo, apelou às instituições, forças políticas e sociedade para que se unam contra aqueles que negam a violência machista, mostrou-se disposta a rever a legislação em vigor, que é “fruto de maiorias parlamentares”, e pediu aos “juízes e procuradores” que sejam “rigorosos” na sua aplicação.
Redondo esteve presente, juntamente com o delegado do Governo, Nicanor Sen, e a presidente da Câmara Municipal, Aitana Hernando, entre outras personalidades, no minuto de silêncio convocado em Miranda de Ebro após o assassinato de três mulheres na noite de terça-feira passada. Um crime que recebeu a “mais absoluta repulsa e condenação” da representante ministerial, numa nova expressão de “terrorismo machista”.
Redondo, que transmitiu toda a sua “solidariedade, empatia e carinho” às famílias das vítimas e comemorou que os menores afetados já estejam fora de perigo, vê em cada mulher assassinada “um fracasso de uma sociedade democrática”. Nesse sentido, ela insistiu que a luta contra a violência de gênero deve ser uma “questão de Estado” que envolva a colaboração de todas as instituições, incluindo prefeituras e o Conselho. Nesse contexto, ela criticou o Executivo regional por “ter guardado” uma legislação específica que adapta “os sucessivos acordos e consensos em matéria de violência de gênero”. Além disso, apelou à rejeição do “negacionismo” de formações como o Vox, que acusou de gerar “um ódio nas redes sociais que se transforma em violência real na vida das mulheres”.
Questionada sobre a situação penal do suposto autor, que tinha antecedentes por crimes sexuais, a ministra defendeu que a legislação é “a expressão da vontade popular” que decide que as penas “são adequadas”, embora tenha aberto a porta a possíveis revisões. No entanto, considerou que o fundamental é que juízes e promotores apliquem as leis vigentes “com toda a contundência” e alcancem o “máximo permitido” pela norma. A ministra enfatizou que a chave para avançar em direção a uma sociedade livre de violência reside na prevenção e em uma “mudança de cultura” que substitua a dominação pelo respeito. Ela também lembrou a existência de mecanismos de proteção, como o registro de reincidentes, que permite às mulheres saber se estão diante de um agressor reincidente, sempre que houver denúncia. Por fim, ela anunciou que o Ministério entrará em contato com os porta-vozes da Comissão contra a Violência de Gênero no Congresso para analisar este caso específico. Essa análise será aprofundada no Comitê de Crise convocado para o próximo dia 17 de março, com o objetivo de melhorar os instrumentos de proteção e garantir a unidade de todas as forças políticas frente a esse flagelo.
MINUTOS DE SILÊNCIO Todas as instituições públicas das nove províncias da Comunidade aderiram ao minuto de silêncio convocado pela FRMP de Castela e Leão pelo novo caso de violência de gênero que ocorreu na noite de segunda para terça-feira em Miranda de Ebro e que provocou o assassinato de três mulheres de 78, 58 e 23 anos.
Assim, o candidato do PP à reeleição como presidente da Junta, Alfonso Fernández Mañueco, participou do minuto de silêncio em Salamanca, na sede da delegação da Junta, onde esteve acompanhado pelo prefeito da cidade, Carlos García; pelo presidente da Diputación, Javier Iglesias, e pelo delegado territorial, Eloy Ruiz.
Da mesma forma, o presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, participou do minuto de silêncio convocado às portas da Prefeitura de Burgos, ao lado da prefeita, Cristina Ayala; do presidente da Diputación, Borja Suárez, e do ex-presidente da Junta, Juan Vicente Herrera.
Também participaram do minuto de silêncio o porta-voz do PSOE na Câmara Municipal de Burgos, Josué Temiño, junto com outros vereadores socialistas, bem como o vereador do Vox, Ignacio Peña.
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