Publicado 08/03/2026 06:02

Redondo alerta para uma "onda reacionária muito forte" contra o feminismo nas redes sociais

A ministra da Igualdade, Ana Redondo, durante o evento “Igualdade Digital Já”, na sede do Ministério para a Transformação Digital e da Função Pública, em 5 de março de 2026, em Madri (Espanha). O evento foi organizado como parte da programação
Rafael Bastante - Europa Press

Ela vê um 8M com “muita força, com muita consciência do momento histórico” BARCELONA 8 mar. (EUROPA PRESS) - A ministra da Igualdade, Ana Redondo, alertou que existe uma “onda reacionária muito poderosa” contra o feminismo nas redes sociais que, segundo ela, está perfeitamente estruturada, financiada e estrategicamente projetada.

Assim se expressou em entrevista concedida ao 'La Vanguardia', divulgada pela Europa Press neste domingo, na qual afirmou que o âmbito público se transferiu das ruas para as redes sociais, o que, segundo ela, produziu uma mudança na luta pela igualdade de gênero. “Há um fato diferencial, que é que hoje essa ágora pública que antes era a rua se transferiu para as redes sociais. Mas estou convencida, e as estatísticas o confirmam, de que a grande maioria das jovens está a favor da igualdade, do feminismo e da defesa de nossa dignidade e nossos direitos”, resumiu.

Assim, ela disse que não acredita que a esquerda tenha feito nada de errado, mas vê as redes sociais como uma “falsa democracia, porque vale o mesmo quem diz uma bobagem que quem diz uma certeza baseada em evidências”, e destaca que a atitude de muitos jovens a esse respeito muitas vezes não é reflexiva, mas fruto de uma onda que, segundo ela, se confunde com uma moda.

Ela também se referiu à celebração do 8 de março: “Vejo um 8 de março com muita força, com muita consciência do momento histórico em que estamos imersas, com a sensação de que temos que tomar as rédeas do momento, que avançamos muito no feminismo, mas que agora é hora de nos defendermos”, destacou. USO DA BURCA

Questionada sobre o uso da burca, ela afirmou que “não se pode despachar um tema tão complexo de direitos fundamentais em um debate de 15 minutos” e pediu uma reformulação global da questão, sem confundi-la com o que, segundo ela, é um uso maniqueísta da extrema direita com intenções xenófobas.

No entanto, ela defendeu que rejeita a burca “porque impede a interação com outras mulheres, porque as anula, porque as enterra em vida”, mas sustentou que não se pode apontar o dedo para as mulheres e culpá-las por isso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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