Publicado 19/10/2026 07:55

Rede dedicada à exploração sexual de mulheres é desmantelada em Ronda e dez vítimas são libertadas

Operação Goyeski da Polícia Nacional
POLICÍA NACIONAL

Há dois bordéis fechados, um deles disfarçado de consultório psicológico

MÁLAGA, 19 out. (EUROPA PRESS) -

Agentes da Polícia Nacional desmantelaram uma rede criminosa supostamente dedicada à exploração sexual de mulheres em dois bordéis em Ronda (Málaga). A investigação permitiu resgatar dez vítimas de uma situação de exploração sexual.

No âmbito da operação “Goyeski”, que resultou em um processo paralelo por crime de tráfico de drogas relacionado a uma plantação interna de maconha descoberta em um imóvel de propriedade de um dos investigados, os agentes prenderam um total de seis pessoas por suposta participação em crimes relacionados à prostituição, contra a saúde pública e por pertencer a uma organização criminosa, de acordo com o grau de envolvimento nos fatos.

Além disso, um dos apartamentos clandestinos dedicados à rede fingia abrigar um consultório psicológico, conforme atestava um cartaz informativo na porta principal de um dos imóveis, informou a Polícia Nacional em um comunicado.

A investigação permitiu libertar dez vítimas de uma situação de exploração sexual. As mulheres eram obrigadas a estar disponíveis 24 horas por dia para atender aos clientes e, além disso, eram submetidas a regras rígidas e a uma vigilância rigorosa.

BUSCAS

Durante a operação, foram realizadas buscas em duas casas de encontros localizadas em apartamentos no centro da cidade de Ronda e em outras duas residências ligadas aos investigados. Uma das residências abrigava uma estufa com 279 plantas de cannabis e a infraestrutura típica de laboratórios de drogas.

A investigação, liderada por agentes lotados no Grupo III da Ucrif da Delegacia Provincial de Málaga, teve início em março deste ano, a partir de informações que indicavam que uma organização se dedicava ao recrutamento de mulheres vulneráveis para explorá-las sexualmente em casas de prostituição em Ronda.

A rede recrutava mulheres provenientes, em sua maioria, de países como Colômbia, Paraguai e, em menor escala, da Europa Oriental, aproveitando-se de situações pessoais muito delicadas.

As condições de trabalho impostas pela rede eram abusivas. Elas tinham que estar disponíveis 24 horas por dia, durante toda a semana. Ao longo da investigação, os policiais constataram que as vítimas eram obrigadas a oferecer substâncias entorpecentes aos clientes.

As reclamações dos vizinhos revelaram a realidade criminosa que se escondia nos imóveis, que haviam sido transformados em casas de prostituição. Um dos bordéis fingia abrigar um consultório de atendimento psicológico, embora o vaivém de clientes em horários incomuns colocasse em dúvida essa atividade.

A operação foi conduzida pelo Grupo III da Ucrif da Delegacia Provincial de Málaga, com a colaboração do Grupo Local da Delegacia de Ronda, responsável pelas funções de Imigração e Ucrif, bem como unidades de Segurança Cívica, como a UPR e as Equipes Cinotécnicas, enviadas pelas equipes de Málaga e Torremolinos.

Foram realizadas buscas nas duas casas de prostituição, tendo sido apreendidos documentos comprovativos dos crimes investigados, um veículo e 10.470 euros em dinheiro. Também foram inspecionadas outras duas residências, uma delas utilizada como estufa de maconha — todas as entradas de luz natural do imóvel haviam sido cobertas com placas de gesso cartonado aparafusadas à parede —, tendo os policiais apreendido 270 plantas de maconha em estágio intermediário de floração e um amplo equipamento típico de laboratórios de cannabis.

Aos seis detidos são imputados, de acordo com o grau de envolvimento nos fatos, crimes relacionados à prostituição, contra a saúde pública, fraude de energia elétrica e participação em organização criminosa.

O caso está sob a jurisdição da Seção de Instrução do Tribunal de Primeira Instância de Ronda, na Plaza nº 3. A Autoridade Judicial decretou o fechamento dos bordéis.

Por fim, a Polícia Nacional lembrou que dispõe da linha telefônica 900 10 50 90 e do e-mail trata@policia.es para facilitar a colaboração da população e a denúncia, anônima e confidencial, desse tipo de crime, sem que a ligação conste na conta telefônica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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