Europa Press/Contacto/Michael Kuenne
BERLIM 24 abr. (DPA/EP) -
Os serviços de inteligência russos estão cada vez mais visando as organizações acadêmicas alemãs que lidam com a Europa Oriental, de acordo com o chefe da Rede Acadêmica da Europa Oriental (AKNO), Philipp Schmädeke.
De acordo com Schmädeke, esse novo foco marca uma mudança, pois até 2021, essas operações visavam principalmente opositores e jornalistas exilados, e não cientistas e suas organizações.
O chefe da rede AKNO também informou que uma de suas organizações parceiras havia sido atacada três vezes e que a própria rede havia repelido com sucesso dois ataques cibernéticos, que Schmädeke atribuiu à Rússia.
A AKNO é uma organização sem fins lucrativos com sede em Berlim que defende a liberdade acadêmica no espaço pós-soviético. A rede administra, entre outros, um projeto chamado "Science at Risk Emergency Office", financiado pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, que apoia acadêmicos e estudantes afetados pela guerra na Ucrânia ou pela "repressão política" em Belarus e na Rússia, de acordo com o próprio site do projeto. Até o momento, o AKNO conseguiu ajudar 1.200 pessoas.
Em 2023, a rede acadêmica foi declarada uma "organização estrangeira indesejável" pelo governo russo, proibindo-a de operar na Federação e reprimindo a colaboração de cidadãos e organizações russas com a AKNO com punições de até 6 anos, de acordo com o projeto "Science at Risk".
O Escritório Federal de Segurança da Informação da Alemanha, bem como a inteligência alemã, estão atualmente investigando um ataque cibernético contra a Associação Alemã de Estudos do Leste Europeu, presumivelmente dirigido pela Rússia, que foi tornado público no final de março.
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