Publicado 18/03/2025 00:10

O recurso de Bolsonaro para remover dois juízes do caso contra ele será analisado pelo tribunal na quarta-feira.

16 de março de 2025, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil: Rio de janeiro (rj), 16/03/2025 - protesto bolsonaro/copacabana/anistia/stf: protesto de bolsonaro realizado na praia de copacabana, no rio de janeiro (rj), neste domingo (16). O foco da manifes
Europa Press/Contacto/Saulo Angelo

MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -

O judiciário brasileiro iniciará na quarta-feira a audiência sobre os recursos do ex-presidente do país, Jair Bolsonaro, e de seu ex-ministro da Defesa e "número dois", general Walter Braga Netto, para impedir que três juízes, incluindo o relator do caso, Alexandre de Moraes, participem do julgamento sobre os crimes de golpe de Estado e insurreição.

O Supremo Tribunal Federal analisará nos dias 19 e 20 de março, em sessão virtual, os recursos apresentados pela defesa de Bolsonaro depois que o presidente do tribunal superior, Luís Roberto Barroso, rejeitou no mês passado o pedido para desqualificar os juízes Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Os advogados do ex-presidente argumentaram que Dino havia apresentado uma queixa-crime contra ele quando era ministro da Justiça nos primeiros meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e antes de se tornar juiz da Suprema Corte.

Quanto a Zanin, ele assinou pelo menos quatro reclamações contra Bolsonaro perante o órgão eleitoral quando era candidato à presidência do Brasil contra Lula em 2022: uma por notícias falsas e três pedindo o direito de resposta. Na época, Zanin representava a Coalizão Brasil da Esperança, que reunia partidos que apoiavam o candidato do Partido dos Trabalhadores.

O Supremo Tribunal Federal também terá que decidir sobre o recurso de Braga Netto para retirar seu relator, Alexandre de Moraes, do caso, considerando que ele não pode julgar o caso por ser identificado como uma das vítimas, de acordo com a Agência Brasil.

O tribunal decidirá até o final de março se aceita ou rejeita a denúncia contra Bolsonaro e seus associados por golpe de Estado e insurreição, o que poderia torná-los réus.

O líder da extrema-direita é uma das cerca de 30 pessoas que foram acusadas de golpe de Estado pelos ataques a instituições em Brasília em 8 de janeiro de 2023 por uma multidão de apoiadores do ex-presidente insatisfeitos com a vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva.

A promotoria destacou que Bolsonaro tentou de forma coordenada impedir que o resultado da eleição presidencial de 2022 fosse cumprido, embora "o plano" tenha começado em 2021 com uma série de outras ações e declarações questionando as decisões dos tribunais e a limpeza do sistema eleitoral.

Ele também alertou sobre a existência de um plano de Bolsonaro para realizar não apenas um golpe de Estado, mas também os assassinatos de Lula, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do juiz De Moraes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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