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MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
Os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram nesta segunda-feira a imposição de um "bloqueio naval" contra o porto israelense de Haifa, advertindo "todas as empresas com navios presentes ou com destino a este porto" que a infraestrutura é agora um "alvo".
"A decisão foi tomada depois que as forças armadas conseguiram (...) impor um bloqueio ao porto de Umm al Rashrash", disse o porta-voz militar do grupo, Yahya Sarea, em um comunicado em sua conta no Telegram. Umm al Rashrash é o nome dado pelos houthis à cidade israelense de Eilat, no Mar Vermelho, cujo aeroporto foi alvo de um ataque de drones neste mês.
Essa nova medida, semelhante às ações anteriores da insurgência, foi tomada "em resposta à escalada do inimigo israelense em sua agressão brutal contra nosso povo e em Gaza, cometendo dezenas de massacres diariamente e fazendo centenas de vítimas em um crime de genocídio que o mundo nunca testemunhou e em resposta ao cerco contínuo e à fome".
As autoridades Houthi também declararam que interromperão suas ações contra Israel "quando a agressão a Gaza terminar e o bloqueio for suspenso".
Israel bombardeou os portos iemenitas de Hodeida e Salif na sexta-feira, enquanto os Houthis lançaram dois mísseis contra Israel no domingo.
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