Publicado 06/06/2026 03:38

Raúl Castro reaparece em público por ocasião de seu aniversário, após a acusação dos EUA

Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel
PRESIDENCIA DE CUBA

MADRID 6 jun. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, participou neste sábado de uma cerimônia em homenagem ao seu 95º aniversário, em sua primeira aparição pública desde que os EUA anunciaram, no último dia 20 de maio, a acusação do líder cubano pelo abate, em 1996, de dois aviões civis em águas internacionais pertencentes à organização de exilados cubanos Hermanos al Rescate.

Castro recebeu elogios do presidente do país, Miguel Díaz-Canel, durante uma cerimônia no Teatro Karl Marx, em Havana, onde o mandatário descreveu o irmão de Fidel como um guia nacional em um momento em que “a pátria vive horas cruciais, ameaçada como nunca antes pelo imperialismo” devido ao bloqueio dos EUA, intensificado no final de janeiro, que está asfixiando o país.

“Nos primeiros cinco meses do ano, Cuba recebeu apenas um navio de combustível, dos 40 que teria precisado nesse período”, lamentou Díaz-Canel antes de lembrar uma segunda ordem executiva norte-americana, já em maio, “repleta de ameaças, sanções, apreensões e multas a qualquer empresa, banco, instituição ou pessoa que comercialize ou invista em Cuba”. Para Díaz-Canel, esses atos se somam a um “ato de genocídio que impõe terríveis limitações à vida cotidiana do nosso povo”.

Diante dessa crise, surge a figura de Raúl Castro como identidade nacional. “Raúl é Cuba e Cuba não se toca”, proclamou o presidente cubano. “Não se toca enquanto restar uma cubana ou um cubano digno com vida para colocar um escudo onde o inimigo pretenda acertar a bala”, acrescentou.

Díaz-Canel encerrou um discurso com tons historicistas (também comemorou o 65º aniversário da criação do Ministério do Interior e o desmantelamento da operação “Patty”, orquestrada pelos EUA, para matar justamente os irmãos Castro) com um apelo à “paz” e ao diálogo.

“Cuba não provoca, não agride nem desafia. Continuamos apostando em um clima de entendimento com os Estados Unidos com base no respeito mútuo, apesar de nossas diferenças, como ficou demonstrado que é possível”, concluiu o presidente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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