Diego Radamés - Europa Press
MADRID, 7 nov. (EUROPA PRESS) -
O ex-primeiro-ministro Mariano Rajoy disse que não "vê neste momento" uma moção de censura contra o governo socialista e pediu a Pedro Sánchez que convoque eleições "como seria feito em qualquer país normal". Ele também criticou o fato de que, durante as legislaturas do Presidente do Governo, Pedro Sánchez, "a moderação, a democracia e o respeito" foram "liquidados".
"Não estou vendo isso no momento. Além disso, para quê?", refletiu o "popular" sobre uma possível moção de censura acordada entre o PP e o Junts em uma entrevista ao COPE, coletada pela Europa Press, na qual acrescentou que os programas do Junts e do PP "não têm muito o que fazer".
Ele ressaltou que o impasse "não é novo" e que é "absolutamente absurdo" que os orçamentos não tenham sido aprovados durante uma legislatura. Ele também disse que o mandato socialista "deve seguir seu curso natural", que, em sua opinião, é que Sánchez "dissolva" as câmaras, como "seria feito em qualquer país normal".
A esse respeito, ele disse que o congresso "já deveria ter sido dissolvido há muito tempo", embora tenha ressaltado que "o contexto não ajuda a ser muito otimista", por isso ele aceitou que é hora de esperar: "Se tivermos que ficar assim por um tempo, então ficaremos. Mas isso é extremamente irresponsável".
O PERÍODO MAIS SOMBRIO DESDE QUE A CONSTITUIÇÃO FOI APROVADA
"É uma piada que em sete anos essas pessoas tenham aprovado três orçamentos e que haja uma legislatura como esta em que nenhum orçamento tenha sido aprovado", disse Rajoy.
O ex-presidente apontou as urnas como a saída para essa "era infeliz", que ele descreveu como o "período mais sombrio desde a aprovação da Constituição". "Nem moderação, nem temperança, nem comportamento razoável, nem respeito pela lei e pelas instituições de controle", recitou Rajoy em referência à falta de moderação que ele atribui à política após os dois últimos governos.
Ele também apontou o populismo, cujo líder acredita "que a democracia se resume ao voto e que não há controles", como "a maior ameaça às democracias liberais". Por essa razão, ele pediu que a democracia e as instituições sejam defendidas para que "não sejam tomadas pelo governo", apontando para a Procuradoria Geral da República e a CIS.
Por fim, ele pediu que se combata "o extremismo que é o atual governo" com "pessoas sensatas" e com os partidos tradicionais, e que o governo que o substitua "pare de brigar" e continue governando.
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