Publicado 07/11/2025 08:35

Rajoy não vê uma moção de censura e pede a Sánchez que convoque eleições "como seria feito em qualquer país normal".

Ele critica o primeiro-ministro por ter "liquidado" a moderação, a democracia e o respeito.

O ex-primeiro-ministro Mariano Rajoy durante um café da manhã do Forum Europa no Real Casino Gran Círculo de Madrid, em 16 de outubro de 2025, em Madri (Espanha).
Diego Radamés - Europa Press

MADRID, 7 nov. (EUROPA PRESS) -

O ex-primeiro-ministro Mariano Rajoy disse que não "vê neste momento" uma moção de censura contra o governo socialista e pediu a Pedro Sánchez que convoque eleições "como seria feito em qualquer país normal". Ele também criticou o fato de que, durante as legislaturas do Presidente do Governo, Pedro Sánchez, "a moderação, a democracia e o respeito" foram "liquidados".

"Não estou vendo isso no momento. Além disso, para quê?", refletiu o "popular" sobre uma possível moção de censura acordada entre o PP e o Junts em uma entrevista ao COPE, coletada pela Europa Press, na qual acrescentou que os programas do Junts e do PP "não têm muito o que fazer".

Ele ressaltou que o impasse "não é novo" e que é "absolutamente absurdo" que os orçamentos não tenham sido aprovados durante uma legislatura. Ele também disse que o mandato socialista "deve seguir seu curso natural", que, em sua opinião, é que Sánchez "dissolva" as câmaras, como "seria feito em qualquer país normal".

A esse respeito, ele disse que o congresso "já deveria ter sido dissolvido há muito tempo", embora tenha ressaltado que "o contexto não ajuda a ser muito otimista", por isso ele aceitou que é hora de esperar: "Se tivermos que ficar assim por um tempo, então ficaremos. Mas isso é extremamente irresponsável".

O PERÍODO MAIS SOMBRIO DESDE QUE A CONSTITUIÇÃO FOI APROVADA

"É uma piada que em sete anos essas pessoas tenham aprovado três orçamentos e que haja uma legislatura como esta em que nenhum orçamento tenha sido aprovado", disse Rajoy.

O ex-presidente apontou as urnas como a saída para essa "era infeliz", que ele descreveu como o "período mais sombrio desde a aprovação da Constituição". "Nem moderação, nem temperança, nem comportamento razoável, nem respeito pela lei e pelas instituições de controle", recitou Rajoy em referência à falta de moderação que ele atribui à política após os dois últimos governos.

Ele também apontou o populismo, cujo líder acredita "que a democracia se resume ao voto e que não há controles", como "a maior ameaça às democracias liberais". Por essa razão, ele pediu que a democracia e as instituições sejam defendidas para que "não sejam tomadas pelo governo", apontando para a Procuradoria Geral da República e a CIS.

Por fim, ele pediu que se combata "o extremismo que é o atual governo" com "pessoas sensatas" e com os partidos tradicionais, e que o governo que o substitua "pare de brigar" e continue governando.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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