POLICÍA NACIONAL - Arquivo
A família interessada já havia entregue 20.000 euros à mãe
TOTANA (MURCIA), 10 (EUROPA PRESS)
A Polícia Nacional prendeu quatro pessoas acusadas dos crimes de adoção ilegal, fraude e falsificação de identidade, envolvidas em uma trama cujo objetivo seria a entrega irregular de uma menina de quase 2 anos de idade para concluir um processo ilegal de adoção fora dos procedimentos administrativos estabelecidos, e mediante o pagamento prévio de uma quantia significativa de dinheiro.
A Secretaria de Política Social, Famílias e Igualdade da Região de Múrcia informou ao Grupo de Menores da Comandância Superior de Polícia de Múrcia que os serviços sociais dependentes da Prefeitura de Totana haviam detectado um possível caso de adoção ilegal entre duas famílias de origem hondurenha, e que a família interessada havia, até o momento, entregue a quantia de 20.000 euros à mãe da menor, conforme informado pela Polícia Nacional.
Desde o nascimento da menina, no ano de 2024, a Direção-Geral de Famílias, Infância e Conciliação vinha realizando um acompanhamento e uma avaliação permanentes da situação familiar, estabelecendo diferentes processos de intervenção para garantir sua proteção integral.
A investigação conduzida pelo Grupo de Menores da Polícia Nacional permitiu apurar que os pais da menor a haviam oferecido a uma família conhecida, tendo sido inicialmente estabelecida uma série de pagamentos semanais e mensais que lhes permitiam visitar a menina, assumindo ainda todas as despesas relacionadas à sua manutenção e criação, bem como aos supostos trâmites administrativos que estavam sendo realizados.
Além disso, a família de origem fez a outra parte acreditar que o procedimento estava sendo conduzido por uma advogada especializada e que a suposta diretora da creche onde a menor se encontrava lhes confirmaria que todo o processo era legal, chegando a receber ligações telefônicas falsas sob a aparência de legalidade.
Os agentes da Polícia Nacional, diante da grave situação de risco para a menor, em coordenação e colaboração permanente com os Serviços de Proteção à Criança da Secretaria de Família da Região de Múrcia, procederam à prisão imediata dos quatro envolvidos, os pais e os candidatos à tutela irregular da menor, acusando-os dos crimes de adoção ilegal, fraude e falsificação de identidade.
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