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MADRID, 31 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades policiais do município colombiano de La Unión, no departamento de Antioquia, no noroeste da Colômbia, denunciaram no sábado a descoberta de quatro corpos cuja identidade ainda não foi confirmada e ordenaram uma investigação "urgente" para esclarecer o incidente, ao mesmo tempo em que oferecem uma recompensa financeira para quem colaborar na identificação e busca dos autores.
"A Polícia Nacional tem o prazer de informar que: Em uma área rural do município de La Unión, vereda San Juan, a cerca de 40 minutos do centro da cidade, foram encontrados os corpos sem vida de quatro pessoas (três homens e uma mulher), que até o momento não foram identificados", anunciou a polícia em um comunicado divulgado pela mídia local.
Na mesma nota, a polícia anunciou o lançamento "imediato" de "ações urgentes e investigações correspondentes para estabelecer as circunstâncias de tempo, maneira e lugar, bem como para identificar os responsáveis por esse evento".
Esse trabalho ficou a cargo da Seção de Investigação Criminal da Polícia, que será apoiada em seu trabalho pela Inteligência Policial e atuará em todos os momentos em coordenação com a Procuradoria Geral do país.
De forma complementar, a presença policial na área foi duplicada para "garantir a segurança dos habitantes e evitar novas interrupções na convivência", de acordo com a nota da Polícia Nacional, que rejeitou "enfaticamente" qualquer ato violento que ameace a vida, reiterando seu "compromisso com a defesa dos direitos humanos, a convivência e a tranquilidade das comunidades no leste de Antioquia".
A descoberta desses quatro corpos sem vida ocorre pouco mais de uma semana depois que pelo menos doze policiais foram mortos e outros treze ficaram feridos quando um helicóptero foi abatido por um drone em Amalfi, também em Antioquia.
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, inicialmente culpou o Clã do Golfo pelo abate, que "nada mais é do que um cartel de tráfico de drogas e terror".
No entanto, no início desta semana, depois de considerar várias opções, as autoridades colombianas esclareceram que o ataque ao helicóptero não pode ser atribuído diretamente ao chefe da 36ª Frente de dissidentes das FARC, Alexánder Mendoza, conhecido como "Calarcá", com quem o governo concordou em negociar uma trégua.
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