Publicado 21/01/2026 11:04

Quatro cães da Guarda Civil participam na busca de vítimas nos comboios em Adamuz

Um agente e um cão da Unidade Cinológica da Guarda Civil em Adamuz
JOAQUIN CORCHERO - EUROPA PRESS

ADAMUZ (CÓRDOBA), 21 (EUROPA PRESS)

A Unidade Cinológica Central da Guarda Civil está atuando na zona zero do acidente ferroviário de Adamuz (Córdoba), que causou a morte de pelo menos 43 pessoas e onde se está trabalhando no corte da segunda parte do segundo vagão do trem Alvia, com quatro cães treinados, chamados Cleo, Arsa, Junco e Enzo, para a detecção de restos mortais e biológicos.

Foi o que declarou à imprensa o cabo Jorge Liñán, da Unidade Cinológica Central, que detalhou que a chuva registrada nesta quarta-feira em Adamuz, "como todos os fatores externos", prejudica e influencia o trabalho dos cães treinados, pois, além disso, "é um ambiente complicado" tanto pelo "terreno" quanto pela "acumulação de odores".

Liñán, que destacou que a Unidade Cinológica começou seu trabalho “ontem logo cedo” e espera permanecer durante todo o dia de quarta-feira, “até que seja necessário, é claro”, detalhou que há duas equipes diferenciadas, uma com dois cães que se concentra na busca por “restos mortais”, enquanto os outros dois procuram “restos biológicos”.

Ele também destacou a união entre os agentes e os cães, que consideram “mais um membro da família”, explicando que o treinamento nessa disciplina é feito “sempre brincando com os instintos do cão e, para eles, no final, é como um jogo, é a busca por encontrar essa substância, neste caso, os restos mortais”.

Sobre o trabalho dos cães, explicou que “nos adaptamos um pouco às circunstâncias, ao terreno e, conforme vamos observando, vamos substituindo alguns dos cães”, pois “eles também têm seus limites, ficam exaustos e precisam descansar”. Enquanto isso, Israel Herrero, agente da Unidade Cinológica Central focado na busca por restos biológicos, detalhou que “ao contrário dos cães de cadáveres”, que latem, “nossos cães nos indicam que encontraram um indício ou um resto humano” ficando com o nariz colado no local, sem tocá-lo, para que a parte encontrada possa ser recolhida.

“Nossos cães nos indicam que há um vestígio, que há um resto, algo um pouco menor, que o olho humano não consegue ver”, comentou Herrero, que acrescentou que “no treinamento, nós os submetemos a situações ainda mais complicadas” do que aquela em que estão trabalhando agora, tudo isso “para que, caso encontremos o que aconteceu, eles estejam perfeitamente preparados e não haja nenhum problema com eles”.

Por outro lado, a porta-voz da Guarda Civil na Andaluzia, Rosa Reina, explicou que os restos biológicos encontrados pelos animais “vão para o centro de integração de dados constituído dentro do Instituto de Medicina Legal para, posteriormente, com os dados, com as amostras biológicas que são recolhidas nos centros que temos preparados, serem comparados dentro do laboratório central que temos da Guarda Civil em Madrid”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado