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MADRID, 8 abr. (EUROPA PRESS) -
Quase 90 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas nesta quarta-feira no Líbano devido à última onda de bombardeios de Israel, informaram as autoridades libanesas, depois que o Exército israelense afirmou ter lançado seu “maior ataque” contra supostos alvos do partido-milícia xiita Hezbollah desde o início da ofensiva contra o país.
O ministro da Saúde libanês, Rakan Nasereldín, elevou para 89 o número de mortos e para 722 o de feridos por esses ataques em declarações à emissora de televisão LBCI News, embora tenha indicado que se trata de um balanço preliminar.
O número de mortos até o momento inclui 12 profissionais de saúde, indicou o ministro, que alertou que o sistema de saúde do país enfrenta “uma grave sobrecarga” diante do aumento contínuo de vítimas.
“Estamos coordenando e colaborando com os serviços de emergência, ao lado do povo libanês, e nossos hospitais têm respondido amplamente, apesar da dificuldade da situação, sem problemas significativos”, assegurou Nasereldín.
Nesta mesma terça-feira, a emissora Saut al Fará denunciou a morte de uma de suas jornalistas, Ghada Daij, de 37 anos, em consequência de um dos ataques de Israel contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano. De acordo com o jornal libanês 'L'Orient-Le Jour', mais de dez jornalistas e profissionais da mídia morreram neste país às mãos do Exército israelense desde outubro de 2023.
Entre os mortos está também o xeque Sadeq Nabulsi, professor de Ciências Políticas e figura próxima ao partido-milícia xiita Hezbollah, segundo informações deste mesmo meio de comunicação. Nalbusi era irmão do ex-chefe de imprensa do grupo, Mohamad Afif Nabulsi, morto em um ataque israelense em 2024.
O Exército de Israel anunciou horas antes “um ataque em grande escala contra sedes militares e infraestrutura do Hezbollah em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do Líbano”, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã não inclui o Líbano, apesar de o Paquistão, mediador do acordo, ter afirmado que sim.
As autoridades libanesas elevaram, em seu último balanço, publicado na terça-feira, para mais de 1.500 o número de mortos e 4.600 de feridos pelos ataques de Israel, que também deixaram mais de um milhão de deslocados, enquanto pelo menos outras 200.000 pessoas cruzaram para a vizinha Síria desde 2 de março, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
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