Europa Press/Contacto/Moiz Salhi
MADRID, 25 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Faixa de Gaza elevaram para quase 800 o número de palestinos mortos por ataques israelenses desde 18 de maro, quando o exército israelense reativou sua ofensiva contra o enclave, rompendo o cessar-fogo acordado em meados de janeiro com o Movimento de Resistncia Islmica (Hamas).
O Ministério da Saúde de Gaza indicou que "o número de mortos e feridos desde 18 de maro de 2025 subiu para 792 mártires e 1.663 feridos", incluindo 62 mortos e 296 feridos que chegaram no último dia aos hospitais ainda em funcionamento na Faixa.
Em uma declarao publicada em sua conta no Telegram, ele enfatizou que o número de mortos subiu para 50.144 desde o início da ofensiva contra o enclave, lanada em 7 de outubro de 2023 após os ataques realizados horas antes pelo Hamas e outros grupos palestinos contra Israel, um número que somou 113.704 feridos.
No entanto, ele ressaltou que "ainda há vítimas sob os escombros e deitadas nas ruas, pois as ambulncias e as equipes de Proteo Civil no conseguem chegar até elas", por isso teme-se que o número de vítimas possa ser maior. De fato, ele pediu s famílias que informem "mártires e pessoas desaparecidas" para completar os bancos de dados.
Por sua vez, o diretor geral de cuidados primários do Ministério da Saúde de Gaza, Ahed Samur, denunciou que "a ocupao destruiu a maioria dos centros de cuidados primários em Gaza, fechamentos que privam pacientes e crianas de seus medicamentos e vacinas".
Samur disse que Israel destruiu 32 dos 50 centros de atendimento primário na Faixa e enfatizou que "o restante dos centros ainda está operando em níveis mínimos", antes de lembrar que Israel vem bloqueando a entrada de ajuda humanitária no enclave há semanas, agravando a crise humanitária no território.
Ele também denunciou a deciso de Israel de ordenar a evacuao de civis de áreas que considera foco de conflito, o que significa "um deslocamento forado" que "causa um declínio ainda maior na prestao de servios de ateno primária e aumenta a presso sobre os centros que ainda esto em funcionamento", especialmente devido chegada de pessoas deslocadas em busca de refúgio.
Em 18 de maro, o governo israelense ordenou que o exército "reprimisse" o Hamas depois de acusar o grupo de "rejeitar todas as ofertas" dos mediadores e de supostos preparativos para lanar ataques, embora o grupo tenha negado que estivesse planejando ataques e até mesmo afirmado que havia aceitado o plano apresentado por Washington.
O Hamas tem insistido em manter os termos originais do acordo, que deveria ter entrado em sua segunda fase semanas atrás, incluindo a retirada dos militares israelenses de Gaza e um cessar-fogo definitivo em troca da libertao dos reféns restantes ainda vivos, mas Israel voltou atrás e insistiu na necessidade de acabar com o grupo, recusando-se a iniciar contatos para essa segunda fase.
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