Leonardo Garavaglia / Zuma Press / Europa Press /
MADRID 15 jun. (EUROPA PRESS) -
Um total de 549 pessoas foram detidas durante a manifestação em massa realizada neste domingo contra o G7 em Genebra, que resultou em graves confrontos entre manifestantes e as forças de segurança suíças.
Do total de pessoas detidas, 28 foram levadas para a delegacia para interrogatório. Três delas permanecem sob custódia, segundo informou a Polícia Cantonal de Genebra.
A manifestação reuniu cerca de 20.000 pessoas, segundo a polícia; 30.000, segundo a coalizão organizadora, NoG7. Cerca de 600 membros do “black block”, participantes da marcha, causaram destruição e atacaram agências bancárias. Um policial sofreu ferimentos leves durante a operação.
A conselheira de Estado de Genebra, Carole-Anne Kast, responsável pelo Departamento de Instituições e Tecnologia Digital (DIN), defendeu a atuação policial. "Na minha opinião, a estratégia policial foi quase perfeita" e "muito proporcionada", afirmou ela em entrevista ao 'Le Temps'.
“A polícia fez todo o possível para minimizar o impacto sobre os manifestantes pacíficos, a ponto de a vanguarda da manifestação ter conseguido completar quase todo o percurso”, argumentou.
A manifestação estava autorizada até às 22h30, mas foi dispersada pouco depois das 18h “para evitar que todos permanecessem reunidos no parque Mon Repos antes que os agitadores se juntassem a eles”.
O cordão policial permaneceu até aproximadamente as 6h da manhã. A medida tinha como objetivo realizar controles, mas impediu que quem estava dentro do perímetro pudesse sair. Ao ser questionada sobre o assunto, Kast argumentou que “não é o momento de tirar conclusões nem fazer avaliações”.
Por outro lado, a coalizão NoG7 denunciou uma intervenção “totalmente desproporcional”. “Houve uma repressão policial totalmente desproporcional”, declarou a secretária sindical do sindicato suíço SIT, Alice Lefrançois, que criticou a “intimidação policial”. “Os distúrbios foram agravados pela polícia, que provocou a escalada”, afirmou em declarações à emissora suíça RTS.
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