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MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde do Líbano informou nesta quarta-feira que quase 4.350 pessoas morreram e mais de 12.300 ficaram feridas desde o início da ofensiva do Exército de Israel, em março passado, no sul do país, no contexto do aumento dos ataques israelenses, apesar do cessar-fogo em vigor.
O Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde informou que o número de mortos chega a 4.348 pessoas, entre elas 135 profissionais de saúde, enquanto o número de feridos já é de 12.307, incluindo 410 profissionais de saúde.
A maioria das vítimas fatais foi registrada nas províncias do Sul do Líbano, Monte Líbano e Nabatiye, bem como na capital, Beirute, embora também haja mortos nas províncias de Baalbek-Hermel e da Bekaa.
Além disso, um total de 130 pessoas morreram em ambulâncias, a maioria delas profissionais de saúde. As autoridades também informaram que 17 hospitais sofreram danos devido aos ataques, enquanto três permanecem fechados devido à ofensiva.
Em 26 de junho, o Líbano e Israel chegaram a um acordo preliminar com a mediação dos Estados Unidos, que estabelecia as bases para um cessar-fogo permanente e incluía o restabelecimento da soberania libanesa no sul do país, mas também o desarmamento do partido-milícia xiita Hezbollah, questão que o grupo rejeitou categoricamente.
Desde então, o Exército de Israel tem continuado seus ataques, principalmente no sul do país, alegando que há infraestrutura do Hezbollah que coloca suas tropas em risco. Nesta mesma quarta-feira, realizou bombardeios em áreas do distrito de Nabatiyé.
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