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MADRID 18 jan. (EUROPA PRESS) - Pelo menos 3.919 pessoas morreram no Irã no âmbito dos protestos contra o governo iniciados no final de dezembro nas principais cidades iranianas, de acordo com o último balanço publicado neste domingo pela ONG com sede nos Estados Unidos HRANA, que destaca que se trata de “casos confirmados”.
A ONG especifica que está investigando outros 8.949 casos de mortes que ainda não foram confirmadas como relacionadas aos protestos, pelo que o número final de mortos pode triplicar. O número de mortos não foi corroborado pelas autoridades e outras organizações situam o número de mortos muito abaixo. Assim, o Centro para os Direitos Humanos no Irã (IHRNGO), com sede na Noruega, informa 3.428 mortos, de acordo com o balanço publicado em 15 de janeiro.
Quanto aos feridos, dos 8.949 casos registrados pela HRANA, 2.109 correspondem a pessoas com ferimentos graves. Além disso, há 24.669 detidos confirmados. A HRANA alerta ainda para uma nova onda de prisões em várias cidades e denuncia o “discurso ameaçador” de altos funcionários das autoridades “em resposta à pressão estrangeira”. Destaca, por outro lado, que continua a “suspensão generalizada” do serviço de internet, o que dificulta a coleta de informações. Os protestos começaram em 27 de dezembro no Grande Bazar de Teerã em relação à queda da moeda nacional, o rial, mas se transformaram em mobilizações generalizadas contra a classe política nas principais cidades do país.
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