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MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades libanesas elevaram nesta segunda-feira para quase 1.500 o número de mortos e para mais de 4.600 o de feridos em decorrência dos ataques de Israel contra seu território desde 2 de março, dias após o início de sua ofensiva em conjunto com os Estados Unidos e contra o Irã.
O Ministério da Saúde informou que pelo menos 1.497 pessoas morreram, incluindo 130 menores, e 4.639 ficaram feridas, 457 delas menores, como consequência dos bombardeios israelenses há já mais de um mês, quando o partido-milícia xiita libanês Hezbollah retomou o lançamento de projéteis contra o território de Israel em resposta ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
A onda de ataques de Israel provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas, enquanto pelo menos outras 200.000 cruzaram para a vizinha Síria desde 2 de março, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
Israel já havia lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o acordo, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
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