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MADRID, 18 (EUROPA PRESS)
Em julho de 1969, Neil Armstrong pronunciou a icônica frase "the Eagle has landed" (a águia pousou), um anúncio que seria um marco, considerando que era a primeira vez que um ser humano pisava na Lua. O que muitos não sabem é que as primeiras pessoas a ouvir essas palavras - que ainda ressoam na memória coletiva - não estavam em Houston (EUA), mas na cidade madrilenha de Fresnedillas de la Oliva.
Essa cidade montanhosa era uma das três estações de monitoramento que a Manned Space Flight Network (MSFN) tinha em operação naquela época para manter as comunicações com os astronautas nas missões, juntamente com as de Goldstone (Califórnia) e Honeysuckle Creek (Austrália), todas com antenas idênticas de 26 metros de diâmetro e pesando cerca de 300 toneladas. A antena de Fresnedillas foi a que captou e retransmitiu as palavras históricas do astronauta.
Porque, no momento em que Armstrong pousou na Lua, a Apollo XI estava sob o controle da estação de Fresnedillas. Esses trabalhadores entraram para a história por terem guiado a tripulação quando restavam menos de 30 segundos de combustível para chegar à Lua.
Desde então, a história dessa pequena cidade localizada no oeste da Serra de Madri está sempre ligada às estrelas. Prova disso é o Museu Lunar - Centro Espacial e Científico, onde os visitantes podem conhecer em primeira mão o trabalho dessas pessoas durante as missões Apollo da NASA em meio à corrida espacial entre os americanos e os soviéticos.
UM ESPAÇO PARA O ESPAÇO E A CIÊNCIA
O Museu Lunar - Centro Espacial e Científico é, portanto, uma homenagem a essa geração de sonhadores que conectou a Espanha com a Lua. Por meio de mais de 300 peças originais do programa Apollo, os visitantes podem reconstituir a evolução da exploração espacial, a história da estação de Fresnedillas e experimentar em primeira mão que "um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade".
Entre suas joias estão trajes de astronautas, uma reprodução do módulo lunar, modelos do Saturn V e objetos exclusivos, como uma bandeira espanhola que viajou para o espaço. Mas não se trata apenas de olhar: o museu também está comprometido com a interação com tecnologias de realidade aumentada e realidade virtual que imergem os visitantes no espaço.
A abordagem educacional é outro dos pilares do centro. Sua oferta inclui oficinas, atividades STEAM e visitas guiadas, muitas delas conduzidas por figuras como a astronauta LiLi, que aproxima o universo e a ciência dos visitantes mais jovens.
Uma visita que vale a pena, não apenas para aprender sobre naves espaciais e missões, mas também sobre as pessoas que, a partir de uma estação instalada na Comunidade de Madri, mantiveram as comunicações entre a Terra e a Lua com precisão milimétrica.
O Museu Lunar está aberto ao público em geral nos fins de semana, com ingressos ao preço de quatro euros e com possibilidade de descontos. Além disso, as instalações recebem visitas de centros educacionais de segunda a sexta-feira.
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