Doha e Abu Dhabi garantem que têm reservas suficientes para responder aos drones e mísseis iranianos após a ofensiva dos EUA e de Israel MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e do Catar negaram nesta terça-feira que enfrentam problemas de fornecimento de interceptores para enfrentar os contra-ataques lançados pelo Irã em resposta à ofensiva surpresa lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
Fontes citadas pela agência de notícias Bloomberg indicaram nas últimas horas que o Catar e os EAU estavam trabalhando para tentar melhorar suas capacidades em nível de defesa antiaérea, chegando a pedir ajuda a seus aliados para enfrentar os ataques com mísseis e drones por parte de Teerã.
Assim, eles enfatizaram que ambos os países estavam tentando obter apoio de outros países para persuadir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a pôr fim às hostilidades, a fim de evitar um maior impacto sobre a economia global, especialmente após o fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã.
No entanto, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados publicou um comunicado no qual classificou essas informações como “falsas e enganosas” e enfatizou que essas afirmações são “infundadas” e “não representam adequadamente o alto nível de preparação, sofisticação tecnológica e capacidade operacional” das autoridades dos Emirados Árabes Unidos.
Abu Dhabi enfatizou “a importância de um jornalismo responsável” e “a necessidade de verificar as informações com fontes oficiais antes de publicar reportagens imprecisas”, ao mesmo tempo em que destacou que o país “conta com sistemas de defesa aérea diversificados, integrados e multicamadas, capazes de enfrentar com grande eficiência um espectro de ameaças aéreas”.
“Os EAU mantêm ainda um robusto arsenal de munições estratégicas, garantindo uma interceção sustentada e capacidades de resposta durante longos períodos, ao mesmo tempo que preservam a capacidade operacional para salvaguardar a segurança nacional e a soberania”, salientou.
Nesta linha, o porta-voz do Ministério da Defesa dos Emirados, Mohamed al Humaidi, argumentou que o país “está no seu mais alto nível de preparação e possui as capacidades e os sistemas de defesa (...) para defender o território e proteger a sua população, independentemente do quadro temporal e da duração da escalada na região”.
Por sua vez, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Mayid al Ansari, destacou em entrevista coletiva que Doha “demonstrou que não é vulnerável às ameaças” e enfatizou que possui reservas suficientes de mísseis interceptadores, contando com “capacidades suficientes para enfrentar a ameaça”, segundo a rede de televisão Al Jazeera.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel deixou até o momento cerca de 800 mortos no Irã, conforme confirmado nesta terça-feira pela Cruz Vermelha. Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, o aiatolá Alí Jamenei, e vários ministros e altos funcionários do Exército do Irã, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio.
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