Bernd Von Jutrczenka/Dpa - Arquivo
MADRID, 17 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo do Catar condenou nesta terça-feira "firmemente" os ataques de Israel às instalações nucleares e energéticas do Irã e advertiu sobre as "repercussões" desses bombardeios nos mercados petrolíferos, antes de enfatizar a necessidade de um acordo diplomático para pôr fim ao conflito.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Mayed al Ansari, disse que o bombardeio israelense a essas instalações foi "uma ação mal avaliada que terá repercussões muito sérias", especialmente porque os ataques foram lançados em meio a conversas entre o Irã e os EUA sobre um novo acordo nuclear.
"Os países da região estavam envolvidos no apoio aos esforços para um acordo entre Washington e Teerã", enfatizou Al Ansari, argumentando que "a segurança regional não pode tolerar mais crises e uma escalada do conflito", conforme relatado pela rede de televisão do Catar, Al Jazeera.
Ele insistiu que os ataques às instalações nucleares "são uma séria ameaça à segurança regional" e confirmou os contatos para reduzir as tensões com o objetivo de "parar o mais rápido possível a agressão israelense", lançada em 13 de junho, à qual o Irã respondeu lançando centenas de mísseis e drones contra o território israelense.
"Se a escalada na região não for interrompida, poderemos ver repercussões ainda mais sérias", disse ele, enquanto criticava Israel por seu ataque ao campo de gás de Pars, que é operado conjuntamente pelo Irã e pelo Catar. "Temos planos de contingência para todas as eventualidades no setor de energia e além", disse ele.
Al Ansari especificou que Doha "está trabalhando para acalmar a situação entre Israel e Irã e reiniciar as negociações entre Washington e Teerã". "Estamos estabelecendo todos os contatos possíveis com as partes regionais e internacionais para evitar uma escalada", disse ele.
"As conversações entre o Irã e os Estados Unidos estavam avançando de forma positiva e queremos continuar com elas. A única maneira de sair da crise é por meio de negociações", explicou ele, antes de argumentar que "a diplomacia é a única solução para as crises na região".
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