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MADRID 12 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, ameaçou os Estados Unidos, dizendo que o país “pagará o preço” caso não “cumpra sua palavra”, após a troca de ataques entre os dois países nas últimas horas, depois que um navio “ignorou” as instruções da Guarda Revolucionária, o que o Irã considera uma violação do memorando de entendimento assinado.
“A era dos acordos unilaterais chegou ao fim. Nós avisamos: cumpra sua palavra ou pague o preço. A realidade está batendo à porta”, afirmou o líder iraniano, que anexou uma imagem mostrando o texto do ponto 5 do memorando em uma publicação em suas redes sociais.
Qalibaf repreendeu Washington por não ter respeitado parte do pré-acordo assinado em meados de junho, cujo quinto ponto estabelece que “o Irã tomará as medidas necessárias, fazendo todo o possível, para garantir a passagem segura dos navios mercantes, sem qualquer custo, durante um período de apenas 60 dias, do Golfo Pérsico até o Mar de Omã e vice-versa”.
Essas declarações foram feitas depois que o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou ataques contra o Irã, na sequência da ofensiva da Guarda Revolucionária contra o navio comercial com bandeira cipriota que teria ignorado suas instruções, o que provocou o fechamento do Estreito de Ormuz “até novo aviso”.
Horas depois, Teerã acusou Washington de lançar ataques aéreos contra várias bases costeiras e torres de telecomunicações iranianas, o que justificou “uma resposta contundente” na forma de represália contra a base aérea jordaniana Príncipe Hassan — onde afirmou ter destruído o centro de controle e vários hangares com drones e mísseis balísticos — e outras no Bahrein e no Kuwait.
Essa troca de ataques ocorre em um momento delicado para as negociações entre o Irã e os Estados Unidos, após uma semana de troca de bombardeios e um novo ultimato americano para que Teerã anuncie publicamente, neste sábado, a abertura sem restrições do Estreito de Ormuz.
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