Publicado 20/04/2026 01:19

Qalibaf admite não confiar no “inimigo” e afirma que o Irã está “preparado” para tomar “as medidas necessárias”

Archivo - Arquivo - TEERÃ, 28 de novembro de 2024  -- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responde a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa em Teerã, Irã, em 27 de novembro de 2024. ACOMPANHA A NOTÍCIA: "Irã está determinad
Europa Press/Contacto/Shadati - Arquivo

MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, afirmou neste domingo que Teerã não confia no “inimigo”, pois a qualquer momento “ele poderia intensificar a guerra”, ao mesmo tempo em que adiantou que a República Islâmica está preparada para “tomar as medidas necessárias”, a poucos dias do fim do cessar-fogo acordado com os Estados Unidos em 8 de abril e diante da possibilidade de realizar nesta terça-feira, no Paquistão, uma nova rodada de negociações com Washington.

“Não confiamos no inimigo. Neste exato momento, a guerra poderia se intensificar”, confessou o líder iraniano em declarações divulgadas pela agência de notícias iraniana Mehr, acrescentando que, embora estejam negociando com Washington, o país asiático está “preparado para tomar as medidas necessárias”.

Nessa linha, Qalibaf destacou que a guerra “começou com a trapaça dos Estados Unidos em meio às negociações” e lembrou que ela se iniciou “com o assassinato”, em 28 de fevereiro, do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, juntamente com outros “comandantes” iranianos.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, enfatizou em uma conversa com o vice-primeiro-ministro do Paquistão, Ishaq Dar, que a República Islâmica “utilizará todos os seus meios para proteger os interesses nacionais e a segurança do Irã”, conforme expressou o próprio chefe da referida pasta por meio de seu canal no Telegram.

Ele fez isso, além disso, após criticar “as recentes ações dos Estados Unidos ao violar o cessar-fogo, ameaçar os portos, as costas e os navios iranianos, a retórica ameaçadora, as exigências irracionais e as contínuas contradições” que, em sua opinião, constituem “indícios claros de má-fé e falta de seriedade na diplomacia americana”.

Declarações semelhantes foram feitas neste domingo pelo presidente do Irã, Masud Pezeshkian, que, em uma conversa com o primeiro-ministro do Paquistão, Shahbaz Sharif, colocou em dúvida a vontade de Washington de negociar e lançou a ideia de que cada vez mais suspeita que “os Estados Unidos tentam repetir o padrão anterior e trair a diplomacia”, em alusão ao ataque surpresa contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, em pleno andamento das negociações entre as partes.

Pouco depois, Sharif declarou, em uma mensagem publicada em suas redes sociais, “apreciar o compromisso do Irã, incluindo o envio de uma delegação de alto nível a Islamabad para manter conversações históricas”, ao mesmo tempo em que reiterou o “total compromisso” do Paquistão com seu papel de “mediador honesto e benevolente” em prol de uma “paz duradoura” e da “estabilidade regional”.

Vale ressaltar que, até o momento, apenas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o envio de sua delegação à capital do Paquistão, Islamabad, com o objetivo de retomar, na próxima terça-feira, 21 de abril, as negociações de paz com Teerã, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre uma nova rodada de conversações.

De fato, fontes oficiais iranianas informaram, sob anonimato, à agência iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, que não há uma decisão tomada a respeito, ao mesmo tempo em que alertaram que o bloqueio de Trump no estreito de Ormuz poderia ser motivo mais do que suficiente para dispensar a delegação americana.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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