MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reconheça a nova realidade nuclear e lembrou-lhe que a situação mudou em relação ao seu primeiro mandato na Casa Branca, durante o qual houve uma aproximação histórica com Pyongyang.
"Ninguém pode negar a realidade, nem deve se iludir", disse Kim, vice-chefe do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, para quem "reconhecer a dura realidade" de que as capacidades nucleares e o ambiente geopolítico mudaram deve ser "o pré-requisito para prever e refletir sobre o futuro".
"É importante lembrar que 2025 não é 2018 ou 2019", comentou Kim na terça-feira, fazendo alusão aos anos em que ocorreu o histórico encontro entre Donald Trump e Kim Jong Un, em um dos quais o magnata republicano foi o primeiro presidente dos EUA a atravessar para o norte da península coreana.
Kim reiterou que nenhum acordo do passado pode agora reverter os anos de desenvolvimento nuclear da Coreia do Norte. "Qualquer tentativa de negar o status de nosso país como potência nuclear (...) será categoricamente rejeitada", advertiu ele, de acordo com a agência de notícias estatal KCNA.
Ele também advertiu os Estados Unidos de que não podem esperar usar o relacionamento entre os dois líderes - que "não é ruim", reconheceu - para tentar pôr fim ao programa nuclear de Pyongyang, pois isso será interpretado como uma "zombaria", disse ele.
"Se os EUA não aceitarem a nova realidade e se apegarem aos fracassos do passado, uma reunião entre a Coreia do Norte e os EUA não passará de uma 'esperança' para os americanos", disse a irmã do líder norte-coreano.
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