Kristian Tuxen Ladegaard Berg / Zuma Press / Europ
MADRID 30 out. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Coreia do Norte acusaram os Estados Unidos e a Coreia do Sul de aumentar a tensão militar na Península Coreana após os exercícios aéreos conjuntos em grande escala e alertaram que responderão com todos os meios à sua disposição a qualquer ameaça à sua segurança nacional.
Um porta-voz do Ministério da Defesa Nacional norte-coreano denunciou que as manobras “Freedom Flag” (Bandeira da Liberdade), iniciadas no último dia 26 de outubro, fazem parte dos preparativos bélicos de ambos os países contra Pyongyang, de acordo com um comunicado divulgado nesta sexta-feira pela agência de notícias estatal KCNA.
Para o governo norte-coreano, esse desdobramento — que conta com a participação das forças aéreas, terrestres e navais de ambos os países — contradiz o suposto caráter defensivo que Washington e Seul atribuem a essas operações.
O Ministério da Defesa alertou, ainda, que os contínuos movimentos militares próximos ao seu território, somados às ações da Coreia do Sul na zona de fronteira, aumentam o risco de um confronto armado imprevisto com consequências “catastróficas”.
Nesse sentido, Pyongyang responsabilizou ambos os países pela deterioração da segurança regional e por buscar a superioridade militar por meio da ampliação de suas alianças e da realização de manobras conjuntas “cada vez mais descaradas”.
Diante desse cenário, considera imprescindível reforçar suas capacidades militares e rejeitou a ideia de confiar em uma eventual redução das tensões com o passar do tempo. “Somente uma resposta preparada para qualquer possível nova ameaça constitui um caminho seguro para elevar o nível de segurança nacional”, afirma a declaração.
Na mesma linha, insistiram que qualquer ação hostil contra a segurança do país será considerada um alvo legítimo para suas Forças Armadas e garantiram que “não há limite algum” para as medidas que possam adotar para fortalecer sua capacidade de dissuasão.
“Ninguém pode vetar o exercício legítimo do direito da RPDC (Coreia do Norte) à autodefesa”, conclui o comunicado, que adverte que as forças norte-coreanas neutralizarão as ameaças por meio da força e responderão de uma forma que seus adversários “possam compreender”.
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