Europa Press/Contacto/Vyacheslav Prokofyev
MADRID, 19 jun. (EUROPA PRESS) -
Os presidentes da Rússia e da China, Vladimir Putin e Xi Jinping, respectivamente, alertaram nesta quinta-feira sobre o "perigo" representado pelo conflito aberto entre Israel e Irã após os ataques israelenses perpetrados em 13 de junho e pediram uma resolução diplomática que "contorne o uso da força".
Durante uma conversa telefônica entre as partes, Putin disse que o aumento da tensão no Oriente Médio "não serve aos interesses de ninguém", ao mesmo tempo em que indicou que a questão nuclear "deve ser resolvida por meio de diálogo e negociações".
"Os dois lados devem garantir a segurança dos cidadãos de países terceiros. A situação atual está se desenvolvendo muito rapidamente e ele observou que a Rússia está pronta para manter contatos com a China na tentativa de tomar medidas para reduzir a tensão e a estabilidade na região".
As partes enfatizaram a necessidade de deixar de lado o uso da força, de acordo com uma declaração da presidência russa, que disse que Putin havia se oferecido "para mediar, se necessário". "O líder chinês se posicionou a favor desse tipo de mediação e acredita que ela poderia servir para reduzir a tensão", disse o comunicado.
Por sua vez, Xi descreveu a situação no Oriente Médio como "crítica" e mostrou novamente que o mundo entrou em "um novo período de turbulência política". "Se o conflito continuar a se agravar, não apenas esses países sofrerão grandes perdas, mas todos os países da região", disse ele.
Ele propôs um cessar-fogo para acabar com a guerra, para garantir a segurança dos civis, "uma questão da maior importância", a abertura do diálogo e das negociações e, por fim, que a comunidade internacional tome as medidas necessárias para "promover a paz". "Isso é indispensável", acrescentou.
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