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O Kremlin diz que o convite foi feito a Zelenski para viajar à Rússia "para conversar, não para capitular".
MADRID, 5 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu na sexta-feira "garantias" de segurança para o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se ele aceitar sua proposta de viajar a Moscou para conversas sobre um possível acordo de paz sobre a guerra desencadeada em fevereiro de 2022 pela invasão russa do país europeu.
"Estamos prontos para uma reunião do mais alto nível. O lado ucraniano queria essa reunião e está propondo essa reunião. Eu disse: 'Estou pronto, por favor, venha'", disse ele, antes de garantir que Moscou "criará condições de trabalho e segurança". "Cem por cento de garantias", disse ele, de acordo com a agência de notícias russa Interfax.
Ele enfatizou que, por enquanto, nenhum outro lugar está sendo considerado como um possível ponto de encontro. "Se eles nos disserem que querem se reunir conosco e que vocês vão até lá para uma reunião, acho que essas são exigências excessivas. Se eles quiserem se reunir conosco, estamos prontos. O melhor lugar para isso é a capital da Federação Russa", disse ele.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Putin convidou Zelensky para ir a Moscou "para conversar, não para capitular". "Essa é a proposta de Putin. Já estamos vendo que ela foi rejeitada por Zelensky", disse ele. "Vamos continuar com nossas tentativas de manter um diálogo", enfatizou, ao mesmo tempo em que ressaltou que uma reunião dessa natureza exige muitos preparativos e "fazer a lição de casa".
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, acusou na quarta-feira Putin de tentar "enganar a todos" ao apresentar propostas "inaceitáveis", como o convite a Zelenski para se reunir em Moscou, uma ideia levantada durante uma coletiva de imprensa na China, onde ele revelou que um convite semelhante ao presidente dos EUA, Donald Trump, também está na mesa.
"Há outras propostas sérias e o presidente Zelenski está pronto para que a reunião ocorra a qualquer momento", disse o chefe da diplomacia ucraniana, que lembrou em sua conta na rede social X que pelo menos sete países se ofereceram para sediar a hipotética cúpula bilateral entre os dois presidentes, sem que até agora tenha havido qualquer progresso na organização desse encontro.
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