Publicado 26/09/2025 05:55

Putin pede para repensar as relações da Rússia com a OSCE

RÚSSIA, MOSCOU - 26 DE SETEMBRO DE 2025: Ella Pamfilova, presidente da Comissão Eleitoral Central, e Vladimir Putin, presidente da Rússia, em reunião no Kremlin de Moscou
Europa Press/Contacto/Alexander Kazakov

MADRID 26 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que revisará a atual estrutura de relações do país com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), pois considera que ela não está contribuindo para a proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos russos.

Putin estava respondendo a uma solicitação específica da presidente da Comissão Eleitoral, Ella Pamfilova, que criticou o Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR) da OSCE em particular. "Por que precisamos deles? Por que pagamos taxas? Eles não protegem nossos direitos de forma alguma", disse ela, citando o exemplo do fato de que ela não havia autorizado a presença de observadores russos na missão enviada para as eleições de domingo na Moldávia.

Nesse sentido, ele considera que a participação russa, de alguma forma, "legitima" as conclusões que podem sair desse órgão, e é por isso que ele pediu ao governo que "reconsidere" se é conveniente fazer parte de um bloco que "se desacreditou completamente", informa a agência de notícias TASS.

"O senhor tem razão. É absurdo que tenhamos dado a eles todas as oportunidades possíveis e nada tenha acontecido", respondeu Putin, que prometeu estudar a proposta e consultar o Ministério das Relações Exteriores e as duas câmaras do parlamento. "Falaremos sobre isso e pensaremos a respeito", acrescentou.

O líder russo, por outro lado, aproveitou a oportunidade para defender a estabilidade política, já que "neste momento, ela é duas ou três vezes mais importante do que nunca". Ele considera "vital" que a situação política interna seja estável, um argumento que ele já usou anteriormente para justificar as reformas que lhe permitirão permanecer no Kremlin até 2036.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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