Publicado 28/07/2026 00:51

Putin e Pashinián discutem a possibilidade de um referendo para que a Armênia escolha entre a UE e a União Euro-Asiática

Archivo - Arquivo - 1º de abril de 2026, Rússia, Rússia, Federação Russa: O presidente russo, Vladimir Putin, mantém conversações no Kremlin com o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, que chegou a Moscou para uma visita de trabalho. Moscou, Rússia,
Europa Press/Contacto/Russian Foreign Ministry's o

MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinián, mantiveram uma conversa por telefone na qual abordaram, entre outros assuntos, a questão de um possível referendo sobre a adesão da Armênia à União Europeia (UE) ou a permanência na União Econômica Euro-Asiática (UEE).

De acordo com um comunicado do Kremlin, divulgado pela agência russa TASS, ambos os líderes enfatizaram a “importância” e a “necessidade” de realizar um referendo nacional na Armênia sobre a adesão à UE ou a permanência na UEEA.

A esse respeito, acrescenta a referida agência, Putin reafirmou, durante a ligação, seu “compromisso” com a declaração conjunta adotada na cúpula da UEEA pelos líderes da Bielorrússia, do Cazaquistão, do Quirguistão e da própria Rússia em relação a uma possível adesão de Erevan à UE.

Vale lembrar que foi no último mês de maio que os Estados-membros da UEE instaram Erevan a adotar uma postura clara sobre seu status e a realizar, o mais rápido possível, uma consulta popular, no âmbito da cúpula realizada pela União em Astana, capital do Cazaquistão. No entanto, Pashinián descartou, na ocasião, a possibilidade de realizar tal consulta, defendendo, em vez disso, trabalhar com a UE até que solicite oficialmente sua adesão ao bloco europeu e seja inevitável ter que optar por uma das duas.

Foi assim que o primeiro-ministro armênio defendeu que não há motivos para acelerar qualquer tipo de consulta popular, pois, embora Yerevan tenha apresentado seu pedido em março de 2024, o processo se encontra em uma fase muito inicial e o país nem mesmo possui o status de candidato.

Dessa forma, durante a ligação realizada nesta segunda-feira, Pashinián insistiu, de acordo com um comunicado de sua assessoria de imprensa, que a realização de um referendo “só é possível na prática depois que a Armênia apresentar um pedido oficial de adesão à UE e a questão adquirir caráter substantivo”.

Em seguida, o primeiro-ministro levantou a questão das “restrições” à exportação de mercadorias de origem armênia para o mercado russo, alertando que elas “contradizem” o marco jurídico entre Moscou e Erevan, e a regulamentação da UEE, solicitando, assim, que sejam tomadas medidas para “resolver” essas questões.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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